quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

NO DIA 24 DE JANEIRO A TENDA ESPÍRITA 7 LUAS ESTARÁ PRESTANDO HOMENAGENS AO PAI OXALÁ
E AO  ORIXÁ OXOSSI.



OXÓSSI



 Divindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá, e um rabo de boi chamado Eruexim. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú. 

Oxossi é o rei de Keto, filho de Oxalá e Yemanjá, ou, nos mitos, filho de Apaoka (jaqueira). É o Orixá da caça; foi um caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados. Diz um mito que Oxossi encontrou Iansã na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casa com ela, tem muitos filhos que são abandonados e criados por Oxum.
Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição, e caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras. Um solitário solteirão, depois que foi abandonado por Iansã e também porque na qualidade de caçador, tem que se afastar das mulheres, pois são nefastas à caça.
Está estreitamente ligado a Ogum, de quem recebeu suas armas de caçador. Ossãe apaixonou-se pela beleza de Oxossi e prendeu-o na floresta. Ogum consegue penetrar na floresta, com suas armas de ferreiro e libertá-lo. Ele esta associado, ao frio, à noite, à lua; suas plantas são refrescantes.
Em algumas caracterizações, veste-se de azul-turquesa ou de azul e vermelho. Leva um elegante chapéu de abas largas enfeitados de penas de avestruz nas cores azul e branco. Leva dois chifres de touro na cintura, um arco, uma flecha de metal dourado. Sua dança sumula o gesto de atirar flechas para a direita e para a esquerda, o ritmo é "corrido" na qual ele imita o cavaleiro que persegue a caça, deslizando devagar, às vezes pula e gira sobre si mesmo. É uma das danças mais bonitas do Candomblé.
Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.
No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos.
Segundo Pierre Verger, o culto a Oxossi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxossi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Os filhos consagrados a Oxossi foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio.
Oxossi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento.

Características

Cor
Verde (No Candomblé: Azul Celeste Claro)
Fio de Contas
Verde Leitosas (Azul Turquesa, Azul Claro)
Ervas
Alecrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Peregum (verde), Taioba, Espinheira Santa, Jurema, Jureminha, Mangueira, Desata Nó. (Erva de Oxossi, Erva da Jurema, Alfavaca, Caiçara, Eucalipto)
Símbolo
Ofá (arco e flecha).
Pontos da Natureza
Matas
Flores
Flores do campo
Essências
Alecrim
Pedras
Esmeralda, Amazonita. (Turquesa, Quartzo Verde, Calcita Verde)
Metal
Bronze (Latão)
Saúde
Aparelho Respiratório
Planeta
Vênus
Dia da Semana
Quinta-feira
Elemento
Terra
Chakra
Esplênico
Saudação
Okê Arô (Odé Kokê Maior)
Bebida
Vinho tinto (água de coco, caldo de cana, aluá)
Animais
Tatu, Veado, Javali. (qualquer tipo de caça)
Comidas
Axoxô – milho com fatias de coco, Frutas.(Carne de caça, Taioba, Ewa - feijão fradinho torrado na panela de barro, papa de coco e frutas.)
Numero
6
Data Comemorativa
20 janeiro
Sincretismo:
S. Sebastião.
Incompatibilidades:
Mel, Cabeça de bicho (nos sacrifícios e alimentos), Ovo
Qualidades:
Êboalama, Orè, Inlé ou Erinlè, Fayemi, Ondun, Asunara, Apala, Agbandada, Owala, Kusi, Ibuanun, Olumeye, Akanbi, Alapade, Mutalambo

Atribuições

Oxossi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.



 

 



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NO DIA 24 DE JANEIRO A TENDA ESPÍRITA 7 LUAS ESTARÁ PRESTANDO HOMENAGENS AO PAI OXALÁ
E AO  ORIXÁ OXOSSI.


OXALÁ


OXALÁ


Orixá masculino, de origem Ioruba (nagô) bastante cultuado no Brasil, onde costuma ser considerado a divindade mais importante do panteão africano. Na África é cultuado com o nome de Obatalá. Quando porém os negros vieram para cá, como mão-de-obra escrava na agricultura, trouxeram consigo, além do nome do Orixá, uma outra forma de a ele se referirem, Orixalá, que significa, orixá dos orixás. Numa versão contraída, o nome que se acabou popularizando, é OXALÁ.
Esta relação de importância advém de a organização de divindades africanas ser uma maneira simbólica de se codificar as regras do comportamento. Nos preceitos, estão todas as matrizes básicas da organização familiar e tribal, das atitudes possíveis, dos diversos caminhos para uma mesma questão. Para um mesmo problema, orixás diferentes propõem respostas diferentes - e raramente há um acordo social no sentido de estabelecer uma das saídas como correta e a outra não. A jurisprudência africana nesse sentido prefere conviver com os opostos, estabelecendo, no máximo, que, perante um impasse, Ogum faz isso, Iansã faz aquilo, por exemplo.
Assim, Oxalá não tem mais poderes que os outros nem é hierarquicamente superior, mas merece o respeito de todos por representar o patriarca, o chefe da família. Cada membro da família tem suas funções e o direito de se inter-relacionar de igual para igual com todos os outros membros, o que as lendas dos Orixás confirmam através da independência que cada um mantém em relação aos outros. Oxalá, porém, é o que traz consigo a memória de outros tempos, as soluções já encontradas no passado para casos semelhantes, merecendo, portanto, o respeito de todos numa sociedade que cultuava ativamente seus ancestrais. Ele representa o conhecimento empírico, neste caso colocado acima do conhecimento especializado que cada Orixá pode apresentar: Ossâim, a liturgia; Oxóssi, a caça; Ogum, a metalurgia; Oxum, a maternidade; Iemanjá, a educação; Omolu, a medicina - e assim por diante.
Se por este lado, Oxalá merece mais destaque, o considerá-lo superior aos outros (o que não está implícito como poder, mas sim merecimento de respeito ao título de Orixalá) veio da colonização européia. Os jesuítas tentavam introduzir os negros nos cultos católicos, passo considerado decisivo para os mentores e ideólogos que tentavam adaptá-los à sociedade onde eram obrigados a viver, baseada em códigos a eles completamente estranhos. A repressão pura e simples era muito eficiente nestes casos, mas não bastava. Eram constantes as revoltas. Em alguns casos, perceberam que o sincretismo era a melhor saída, e tentaram convencer os negros que seus Orixás também tinham espaço na cultura branca, que as entidades eram praticamente as mesmas, apenas com outros nomes.
Alguns escravos neles acreditaram. Outros se aproveitaram da quase obrigatoriedade da prática dos cultos católicos, para, ao realizá-los, efetivarem verdadeiros cultos de Umbanda, apenas mascarados pela religião oficial do colonizador. Esclarecida esta questão, não negamos as funções únicas e importantíssimas de Oxalá perante a mitologia ioruba.

É o princípio gerador em potencial, o responsável pela existência de todos os seres do céu e da terra. É o que permite a concepção no sentido masculino do termo. Sua cor é o branco, porque ela é a soma de todas as cores.
Por causa de Oxalá a cor branca esta associada ao candomblé e aos cultos afro-brasileiros em geral, e não importa qual o santo cultuado num terreiro, nem o Orixá de cabeça de cada filho de santo, é comum que se vistam de branco, prestando homenagem ao Pai de todos os Orixás e dos seres humanos.
Se essa mesma, gostar e quiser usar roupas com as cores do seu ELEDÁ(primeiro Orixá de cabeça) e dos seus AJUNTÓ (adjutores auxiliares do Orixá de cabeça) não terá problema algum, apenas dependendo da orientação da cúpula espiritual dirigente do terreiro.
Segundo as lendas, Oxalá é o pai de todos os Orixás, excetuando-se Logunedé, que é filho de Oxóssi e Oxum, e Iemanjá que tem uma filiação controvertida, sendo mais citados Odudua e Olokum como seus pais, mas efetivamente Oxalá nunca foi apontado como seu pai.
O seu campo de atuação preferencial é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de religiosidade.
Fé! Eis o que melhor define o Orixá Oxalá.
Sim, amamos irmãos na fé em Oxalá. O nosso amado Pai da Umbanda é o Orixá irradiador da fé em nível planetário e multidimensional.
Oxalá é sinônimo de fé. Ele é o Trono da Fé que, assentado na Coroa Divina, irradia a fé em todos os sentidos e a todos os seres.
Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. No Candomblé, Apresenta-se de duas maneiras: moço – chamado Oxaguiam, e velho – chamado Oxalufam. O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô. A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, do de Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira. Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteão Africano. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações.

A vibração de Oxalá habita em cada um de nós, e em toda parte de nosso corpo, porém velada pela nossa imperfeição, pelo nosso grau de evolução. É o Cristo interior, e, ao mesmo tempo, cósmico e universal; O que jamais deixou sem resposta ou sem consolo um só coração humano, cujo apelo chegasse até ele. O que procura, no seio da humanidade, homens capazes de ouvir a voz da sabedoria e que possam responder-lhe, quando pedir mensageiros para transmitir ao seu rebanho: "Estou aqui; enviai-Me".
 JESUS
Oxalá é Jesus ?
A imagem de Jesus Cristo é figura obrigatoriamente em lugar de honra em todos os Centros, Terreiros ou Tendas de Umbanda, em local elevado, geralmente destacada com iluminação intencionalmente preparada, de modo a conformar uma espécie de aura de luz difusa à sua volta. Homenageia-se Oxalá na representação daquele que foi o "filho dileto de Deus entre os homens"; entretanto, permanece, no íntimo desse sincretismo, a herança da tradição africana: "Jesus foi um enviado; foi carne, nasceu, viveu e morreu entre os homens"; Oxalá coexistiu com a formação do mundo; Oxalá já era antes de que Jesus o fosse.
Oxalá, assim como Jesus, proporciona aos filhos a melhor forma de praticar a caridade, isto é, dando com a direita para, com a esquerda, receberem na eternidade e assim poderem trilhar o caminho da luz que os conduzirá ao seu Divino Mestre.

Características

Cor
Branca
Fio de Contas
Contas e Missangas brancas e leitosas. Firmas Brancas.
Ervas
Tapete de Oxalá(Boldo), Saião, Colônia, Manjericão Branco, Rosa Branca, Folha de Algodoeiro, Sândalo, Malva, Patchouli, Alfazema, Folha do Cravo, Neve Branca, Folha de Laranjeira.(Em algumas casas: poejo, camomila, chapéu de couro, coentro, gerânio branco, arruda, erva cidreira, alecrim do mato,hortelã, folhas de girassol, agapanto branco, aguapé (golfo de flor branca), alecrim da horta, alecrim de tabuleiro, baunilha,  camélia, carnaubeira, cravo da índia), fava pichuri, fava de tonca, folha de parreira de uva branca, maracujá (flores), macela, palmas de jerusalém, umbuzeiro, salsa da praia)
Símbolo
Estrela de 5 pontas. (Em algumas casas, a Cruz)
Pontos da Natureza
Praias desertas, colinas descampadas, campos, montanhas, etc...
Flores
Lírios brancos e todas as flores que sejam dessa cor, as rosas de preferência sem espinhos.
Essências
Aloés, almíscar, lírio, benjoim, flores do campo, flores de laranjeira.
Pedras
Diamante, cristal de rocha, perolas brancas.
Metal
Prata (Em algumas casas: platina, ouro branco).
Saúde
Não tem área de saúde específica, pois abrange todo nosso corpo e nosso espírito.
Planeta
Sol.
Dia da Semana
Todos, especialmente a Sexta-Feira.
Elemento
Ar
Chakra
Coronário
Saudação
Exê Uêpe Babá
Bebida
Água mineral, ou vinho branco doce ou vinho tinto doce.
Animais
Pomba Branca, Caramujo, coruja branca
Comidas
Canjica, Acaçá, Mungunzá.
Numero
10 (Oxalufã), 8 (Oxaguiã).
Data Comemorativa
25 de Dezembro
Sincretismo
Jesus. (Oxaguiã, Menino Jesus de Praga; Oxalufã, Senhor do Bonfim)
Incompatibilidades:
Vinho de palma, dendê, carvão, roupa escura, cor vermelha, cachaça, bichos escuros. Lâminas (Oxalufã)



OXALÁ

Atribuições
As atribuições de Oxalá são as de não deixar um só ser sem o amparo religioso dos mistérios da Fé. Mas nem sempre o ser absorve suas irradiações quando está com a mente voltada para o materialismo desenfreado dos espíritos encarnados.

As Características Dos Filhos De Oxalá

Os filhos de Oxalá, são pessoas tranqüilas, com tendência à calma, até nos momentos mais difíceis; conseguem o respeito mesmo sem que se esforcem objetivamente para obtê-lo. São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira subserviente. Às vezes chegam a ser autoritários, mas isso acontece com os que têm Orixás guerreiros ou autoritários como adjutores (ajuntós).
São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados.
Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em organização. Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos. São reservados, mas raramente orgulhosos.
Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções; será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema.
No Oxalá mais velho (OXALUFÃ) a tendência se traduz em ranzinzice e intolerância, enquanto no Oxalá novo (OXAGUIÃ) tem um certo furor pelo debate e pela argumentação.
Para Oxalá, a idéia e o verbo são sempre mais importantes que a ação, não sendo raro encontrá-los em carreiras onde a linguagem (escrita ou falada) seja o ponto fundamental.
Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso ou no mínimo digno, principalmente na maneira de andar e não na constituição física; não é alto e magro como o filho de Ogum nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e se postar dá lugar a alguém com tendência a ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo em se tratando de alguém muito jovem.
Para que o filho de Oxalá tenha uma vida melhor, deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar ceder à sua natural teimosia.

 

Cozinha ritualística

Canjica
Canjica branca (sem aquele olhinho escuro e mal cozida). Colocar em tigela de louça branca. Cobrir com Algodão, Folhas de Saião ou Claras em Neve. Podendo colocar um cacho de uva branca por cima de tudo. Regar com mel

Acaçá
Cozinhar 1/2 kg de Farinha de Milho branca, como um angu ou mingau. Deixe esfriar um pouco, e faça bolinhos. Em algumas casas se põe, às colheradas, em folhas de bananeira passada ao fogo e enrola-se. Serve-se depois de frio.
Obs1) Quando colocar esta oferenda, coloque na frente de seu altar com uma copo de água na parte de cima, uma vela de 7 dias a direita, 3 ramos de trigo a esquerda e na parte de baixo encima de uma pano branco coloque um pãozinho cortado em três pedaços, deixe até acabar a vela de 7 dias e veras que criara uma penugem de bolor nos Acaçá, sinal que seu pedido e sua fé foi bem aceita, despache tudo em um jardim ou campo florido.
Obs3) Já existe à venda no mercado a chamada "farinha de acaçá", que é a canjica branca já moída, o que facilita enormemente a confecção do acaçá de Oxalá.


Mungunzá
Escolha 1/2 kg de canjica branca (sem aquele olhinho escuro) e ponha de molho na véspera. No dia seguinte, ponha para cozinhar com água e sal. Quando a canjica começar a amaciar, adicione o leite ralo de 2 cocos, junte o açúcar, misture e, se preciso, ponha mais sal. Acrescente os cravos-da-índia e a canela. Desmanche o creme de arroz em leite de coco puro e junte ao mungunzá para engrossar o caldo do mesmo. Sirva em pratos fundos, como sopa.

Também se faz agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos farpas ou fiapos, como por exemplo: manga, abacaxi, carambola, cajá-manga, etc.

No Candomblé é o único Orixá que não exige matança, em tempo algum.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014



Iansã e Xangô são os orixás regentes em 2014

Jogo de Búzios e Cartas do Tarô
Previsões 2014
A influência de Xangô e Iansã favorece a influência da ambição positiva e costuma trazer muitas oportunidades de sucesso na área de trabalho, mas cuidado com a indecisão que pode atrapalhar a conclusão de muitos dos seus projetos ou sofrer a perseguição de inimigos. Nos negócios em 2014, tenha muito cuidado com sociedades pois pode não ser bom para um dos lados.
Os problemas na justiça que se arrastam lentamente tendem para um desfecho neste ano e será mais favorável a aqueles que estão agindo corretamente, pois não devemos nos esquecer que Xangô é juiz e distribui a justiça proporcionalmente aos erros.
Com fé e proteção de Iansã e Xangô, no ano de 2014 poderemos ultrapassar todas as barreiras, pois não há impedimentos que detenham a determinação destes orixás, que são os melhores orixás para se ter como aliados em qualquer “batalha” que venhamos a enfrentar em 2014.
Este será um ano com muitas oportunidades de crescimento financeiro para todos mas; cuidado com o autoritarismo, o egoísmo que neste ano pode trazer sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protetor e a religiosidade também podem estar em alta neste ano.
Os pontos vulneráveis na saúde em 2014 serão os sofrimentos psicológicos, e também os problemas ginecológicos que podem incomodar as mulheres. Para os homens uretra, bexiga e pênis podem ter maior probabilidade de apresentar problemas neste ano.
De maneira geral, aqueles que praticam atividades esportivas ou treinamentos pesados podem apresentar a tendência de sofrer mais lesões neste ano.
Cuidado com o manuseio de equipamentos ou veículos com defeitos, cuidado também com fogo e energia elétrica, regências de Iansã e Xangô que podem incitar a acidentes neste ano.
Como é o ano regido pela deusa dos raios e tempestades a tendência é que chova excessivamente ocasionando grandes enchentes e diversos problemas com água, e também terremotos violentos, e maior descarga elétrica na natureza.
Problemas com doações, dinheiro a receber, ou mesmo heranças que estão pendentes poderão ter maior chances de desenrolarem neste ano de regência de Iansã e Xangô.
Com as amizades e os relacionamentos profissionais Iansã e Xangô indicam cuidado redobrado, podem acontecer muitos momentos de tumulto e rupturas abruptas nos relacionamentos.
No campo amoroso, Iansã e Xangô regem a atração sexual e as paixões avassaladoras. Mas cuidado com o excesso de posse, o ciúme exagerado e as brigas constantes, característicos destes orixás guerreiros.

Carta 7 do Tarô rege 2014

carta 7 regente deste ano de 2014 vem indicar que as viagens estarão em alta neste ano, especialmente as viagens terrestres. Viagens programadas ou inesperadas, viagens de trabalho e até mesmo o encontro de um grande amor em uma viagem são possíveis neste ano.
2014 também será um bom ano para comprar, trocar ou fazer negociações com qualquer tipo de veículos, especialmente carros. Muito cuidado também com os acidentes com veículos, este é o ano para se recomendar a prudência no trânsito e nas estradas.
Os plano espiritual pode cobrar muito das pessoas neste ano de 2014, indicando a necessidade de cuidarmos tanto do corpo quanto do espírito. Aqueles que são mais relapsos e não cuidam especialmente de seus orixás assim como de seus Exús e Pombagiras podem ser cobrados neste ano, tendo problemas amorosos e financeiros.
Com ano de 2014 regido pela Carta 7 do TarôO Carro; haverá muita facilidade de obter crescimento profissional e financeiro podendo haver grande progresso e até mesmo aceleração das conquistas no setor trabalhista.
Lembre-se, a capacidade de dirigir a sua vida virá do controle sobre suas atitudes de palavras, use diplomacia para tratar os problemas em 2014.
Mantenha-se firme, pois neste ano muitos romances e relacionamentos serão colocados a prova e necessitarão ser reavaliados. Procure manter o controle das emoções, não deixe escapar as rédeas. O Carro indica que a o controle sobre força interior ajudará a atingir seus objetivos no amor.
A competitividade será alta em 2014 em qualquer setor, portanto procure manter a concentração em seus objetivos, pois qualquer que seja sua missão neste ano somente você poderá realiza-la.

Mensagem de paz para 2014

Que em 2014 haja em sua vida muita saúde e paz de espírito. Que Iansã e Xangôtragam muitas bênçãos para você e toda sua família, proporcionando justiça, e força espiritual para o ano que se aproxima, e que ele seja cheio de realizações positivas no trabalho e no amor. Que Nosso Pai Oxalá contribua sempre para haver alegrias em sua vida. Axé em 2014!

domingo, 8 de dezembro de 2013

AOS MEUS PAIS,FAMILIARES,MINHA PRETINHA, MEUS FILHOS DE SANTOS,OS SIMPATIZANTES DA TENDA ESPÍRITA 7 LUAS E SEUS RESPECTIVOS FAMILIARES
DEIXO AQUI MEUS SINCERO VOTOS DE UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO E QUE POSSAMOS COMEMORARAR ESTAS DUAS DATAS MUITO SIGNIFICATIVAS EM NOSSAS VIDAS POR MUITOS E MUITOS ANOS DE VIDA E SAÚDE


A origem do Natal e seus aspectos históricos - Como surgiu o Natal? História dessa tradição

Conheça a verdadeira história do Natal, como surgiu essa comemoração tão tradicional e importante nos dias de hoje, os aspectos históricos, as polemicas, tudo que você precisa saber sobre esta data.

Entenda a origem e como surgiu a tradição do Natal, o que se comemora nesta data tãoespecial, seu simbolismo. A origem do natal deve ser compreendida para vivenciarmos essa festa em toda sua plenitude. O Natal é a solenidade cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo. A data para sua celebração é o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa. Conheça um pouco mais sobre a história do natal. Onde surgiu o natal? Leia o texto abaixo e entenda um pouco mais sobre a tradição natalina.
Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações. Ainda sendo uma festa cristã, é encarado universalmente por pessoas dos diversos credos como o dia consagrado à reunião da família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens.
a origem do natal, como surgiu o natal
"Para entendermos a história do natal temos que buscar a origem da palavra natal. Nas línguas latinas o vocábulo Natal deriva de Natividade, ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Em inglês o termo utilizado é Christmas, literalmente "Missa de Cristo". Já na língua alemã, é Weihnachten e têm o significado de 'Noite Bendita'."
No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes  repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. No entanto, não era costume na época comemorar o aniversário e portanto não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho direto que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano 221.
De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.C.
Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.
como surgiu o natal, historia e origem do natal
Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus solinvencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e uma nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.
As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.
Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países. Fonte de pesquisa: Wikipédia, a enciclopédia livre - Natal

Natal - Tempo de Paz e Amor

Natal
"Natal é tempo de paz e amor entre os homens de boa vontade, Natal é esperança, nascimento, vida nova, a estrela que anuncia a chegada do Salvador. Natal é fé, é luz e harmonia. Que as festas deste fim de ano tenham um significado especial na sua vida e na de seus familiares. Obrigado e Feliz Natal!"
simbolismo, simbologia esotérica do natal
Conheça também a Simbologia Esotérica do Natal, umavisão holística sobre esta data comemorativa, sobre os personagensJesus, Maria e José, sobre os símbolos místicos contidos desde o nascimento do Salvador.
É tempo de aprender mais sobre a Origem do Natal, suas festas e tradiões, então, continue navegando:
A verdadeira historia de como surgiu o natal
Dicas para você celebrar o natal corretamente, desde o momento do advento quando montamos a árvore de natal, passando pelo dia 25/12 até o dia de Reis. Todo ano no dia 25 de dezembro comemoramos o Natal, o nascimento de Jesus, no entanto uma dúvida paira no ar, como celebrar o natal...
Qual a melhor cor de roupa que eu devo usar no Reveillon? Qual seu significado? Devo usar branco, vermelho, verde ou azul na noite da virada? A resposta é, tudo depende! Busca paz, use branco, amor e pessoa use vermelho e por aí...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

NO DIA 6 DE DEZEMBRO A TENDA ESPÍRITA   7 LUAS PRESTARA HOMEAGENS  AOS   ORIXÁS : IEMANJÁ/ IANSÃ.





Iemanjá na Umbanda


Iemanjá é um dos Orixás mais conhecidos e, ao mesmo tempo, o que possui o maiornúmero de informações desencontradas e, algumas vezes, até mesmo controversas, visto que a maior parte das informações sobre esta Orixá provém do Candomblé e muitos terreiros de Umbanda acabam fazendo uma miscelânea...
A Linha de Iemanjá, na Umbanda, também pode ser chamada de linha do Povo d’Água, também pertencendo a esta linha Oxum, Nanã, Marinheiros e, em algumas Casas, Iansã. Sua força também está presente em todas as Entidades que possuem o nome "Maria", como Maria Padilha, Maria Mulambo, Maria do Cais, Maria do Congo, etc.
Ao contrário do Candomblé que diz que há sete Iemanjás (sete qualidades), na Umbanda há apenas uma Orixá Iemanjá, à qual se chega por sete caminhos – não existe mais do que uma única Iemanjá, uma só, com sete caminhos. Estes caminhos, na verdade, são suas falangeiras.
Iemanjá é a representação do princípio feminino, da criação e da vida. Sendo assim, ela estimula a geração e a criatividade das pessoas, trazendo oportunidades de crescimento em todos os sentidos, pois estimula a geração de vidas, geração de ideias, geração de amor.
As entidades da vibração de Iemanjá, em sua enorme maioria, trazem o poder da cura, por serem exímios manipuladores da água, o elemento da vida, possuindo grande capacidade para curar, regenerar tecidos, recuperar a vitalidade de cada órgão das pessoas.
Entre as entidades mais conhecidas desta vibração estão Jurema da Praia, Iara, Ondina, Jandira, Jacira, Caboclo da Lua, Beira-Mar, Ubirajara, Exu do Mar, Exu Sete Ondas, Pomba Gira da Praia, entre outros.
Suas águas salgadas simbolizam as lágrimas de uma mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes.
Além de protetora da vida marinha, Iemanjá é principalmente a protetora da harmonia familiar, do lar, do casamento e do nascimento, é sua força que ampara o momento do nascimento de um bebê. Ela simboliza a maternidade, o amparo materno, pois é a Mãe da Vida.
É ela quem nos dá um sentido de união, de grupo, transformando a convivência num ato familiar, criando dependências e raízes, proporcionando sentimentos de irmão para irmão, de pai para filho, com ou sem laços consanguíneos.

ARQUÉTIPO 
As filhas (e filhos) de Iemanjá possuem como características básicas a força e a determinação, assim como o sentido da amizade e do companheirismo; são pessoas presas no arquétipo da mãe, a família e os filhos; são doces, carinhosas, tradicionais, pouco rígidas, sentimentalmente envolventes e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Não gostam de mudanças e apreciam a rotina do cotidiano, são muito protetoras, possuem o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas, mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. 
Seu caráter pode levar o filho deste Orixá a ter uma tendência a tentar consertar a vida dos que o cercam (o destino de todos estaria sob sua responsabilidade), seremcontroladores, voluntariosos, capazes de fazer chantagens emocionais e, algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Os filhos de Iemanjá demoram muito para confiar em alguém, bons conhecedores que são da natureza humana. Quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro e íntimo círculo de amigos, porém, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas. Um filho de Iemanjá pode tornar-se controlador e rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquecê-las jamais.

QUANDO OFERENDAR PARA IEMANJÁ
- Para proteger a família
- Para harmonia do lar, do casamento, da família, dos sócios
- Para gerar oportunidades, bons negócios, harmonia, amor
- Para iniciar algum projeto com proteção e êxito

Data festiva: 15 de agosto
Saudação: Odociaba! Odoyá!
Símbolo: lua minguante, ondas, peixes
Sincretismo religioso: Nossa Senhora da Glória
Cores: azul claro e branco
Pedras: água marinha, pérola e madrepérola
Ervas principais: Jasmim, Araticum-da-praia, Folha-da-costa, Musgo marinho encontrado nas pedras marinhas, Colônia, Pata de Vaca, Rosa branca, Malva branca
Características: maternal, protetora, competente, dedicada, mandona, possessiva, intrigante, controladora.
Oferendas: peixe, manjar do céu, mamão, uvas brancas, melão, água salgada ou potável, champagne clara, rosas e palmas brancas.

PRECE PARA IEMANJÁ
Mar, imenso e profundo aqui deixo todos os meus males
todas as más influências, todos os pontos negativos
Que possam perturbar a minha evolução.
Recebe em tuas profundezas tudo aquilo que me é maléfico
E devolve-me os fluídos eternos que hão de me tornar forte
Para que eu possa fortalecer todos aqueles que me rodeiam.
Enche-me o espírito de bênçãos para que eu possa abençoar toda a humanidade
Em nome do infinito poder.
Lava-me a matéria para que eu possa conservá-la
Digna do espírito que me anima.
Deixo na imensidade da tua força todos os males
E levarei comigo todo o poder
Da magia superior que representas.
Odociaba!



NO DIA 6 DE DEZEMBRO  A TENDA ESPÍRITA   7 LUAS PRESTARA HOMEAGENS  AOS   ORIXÁS : IEMANJÁ/ IANSÃ.








Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oyá. É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona,, na liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados no Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada a figura católica de Santa Bárbara, talvez por causa do raio, já que a santa é sempre invocada para proteger um fiel de uma tempestade. O mesmo acontece com Oyá, que deve ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque tem sido Iansã uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade.

Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, ameaçando os outros, prometendo a guerra, sempre guerreira e, ao mesmo tempo, feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma que desmedida com que exterioriza sua cólera.
Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos nagôs (ou iorubas, outro nome para a mesma cultura) é a divindade de um rio conhecido internacionalmente como rio Níger, ou Oyá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser confundido com um domínio sobre a água.
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IANSÃ

Arquetipicamente, Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo.
Costumam ver guerra em tudo, sendo, portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, que enfrentam a guerra do dia-a-dia, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas, sendo menos sistemáticos, portanto, que os filhos de Ogum.
São quase que invariavelmente de Iansã, os personagens que transformam a vida num buscar desenfreado tanto de prazer como dos riscos. São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por um ideal. Faz parte dos filhos de Iansã a maior arte dos militantes políticos não cerebrais por excelência. Ao mesmo tempo, quando rompem com uma ideologia e abraçam outra, vão mergulhar de cabeça no novo território, repudiando a experiência anterior de forma dramática e exagerada, mal reconhecendo em si mesmos, as pessoas que lutavam por idéias tão diferentes. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida.
Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração - tão ou mais radical ainda que a anterior.
O temperamento dos que à têm como Orixá de cabeça, costuma ser instável, exagerado, dramático em questões que, para outras pessoas não mereceriam tanta atenção e, principalmente, tão grande disperdício de energia.
São do tipo Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo - e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questões de mostrar, a todos, aspectos particulares de sua vida.
Como esse arquétipo que gera muitos fatos, é comum que pessoas de Iansã surjam freqüentemente nos noticiários. Ao mesmo tempo, é um caráter cheio de variações, de atitudes súbitas e imprevisíveis que costumam fascinar (senão aterrorizar) os que os cercam e os grandes interessados no comportamento humano.
Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas só detidamente. Ao longo prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões. Eles têm uma tendência a desenvolver vida , pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda. São muito ciumentos, possessivo, muitas vezes se mostrando incapazes de perdoar qualquer traição - não a que ele mesmo faz contra o ser amado. Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos para seu círculo mais íntimo.
Um problema, porém, pode atrapalhar tudo: a inconstância com que vê sua vida amorosa; outros detalhes podem também contaminar os aspectos profissionais.
Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.