segunda-feira, 17 de novembro de 2014

NO DIA 28/11/14 A TENDA ESPÍRITA 7 LUAS ESTARÁ PRESTANDO SUAS HOMENAGENS AOS EXÚS, POMBO- GIRAS E MALANDROS EM UMA SESSÃO ABERTA AO PÚBLICO E TAMBÉM PARA FORTALECIMENTO DA TENDA E DA CORRENTE



Saravá Os Exús e Pombo Giras











     Exús são espíritos que já encarnaram na terra.  Na sua maioria, tiveram vida difícil como  mulheres da vida; boêmios; dançarinas de cabaré, etc.
     Estes espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da prática da caridade,  incorporando nos terreiros de Umbanda. São muito amigos, quando tratados com respeito  e carinho, são desconfiados mas gostam de ser presenteados e sempre lembrados. Estes espíritos, assim como os Pretos-velhos, crianças e caboclos, são servidores dos Orixás.
     Apesar das imagens de Exús, fazerem referência ao "Diabo" medieval (herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser associados a prática do "Mal", pois como são servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens de seus "patrões".  Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a  gira ou obrigações.
     Desta forma estes espíritos não trabalham somente durante a "gira de Exús" dando consultas, onde resolvem problemas de emprego, pessoal, demanda e  etc. de seus consulentes. Mas também durante as outras giras (Caboclos, Pretos-velhos, Crianças e Orixás), protegendo o terreiro  e os médiuns, para que a caridade possa ser praticada.

EXÚ É MAU?

     Muitos acreditam que nossos amigos Exús são demônios, maus, ruins, perversos, que bebem sangue e se regozijam com as desgraças que podem provocar .
     Mas por que este Orixá, irmão de Ogum, animado, gozador, alegre, extrovertido, sincero e, sobretudo amigo é comparado com demônios das profundezas macabras dos Infernos? Bem, para conhecer esta história vamos viajar para 6.000 anos atrás, até a antiga Mesopotâmia.
     A Demonologia Mesopotâmica influenciou diversos povos: Hebreus, Gregos, Romanos, Cristãos e outros. Sobrevive até hoje nos rituais Satânicos que muitos já devem ter escutado e visto notícias
 na televisão e lido nos jornais, principalmente na Europa e EUA.
     Na Mesopotâmia os males da vida que não constituíssem catástrofes naturais eram atribuídos aos demônios (No mundo atual as pessoas continuam a fazer isso).
    Os Bruxos, para combater as forças do mal tinham que conhecer o nome dos demônios e perfaziam enormes listas, quase intermináveis. O demônio mau era conhecido genericamente como UTUKKU. O grupo de 7 (sete) demônios maus é com freqüência encontrado em encantamentos antigos. Se dividiam em machos e fêmeas. Tinham a forma de meio humano e meio animal: Cabeça e tronco de homem ou mulher,
cintura e pernas de cabra e garras nas mãos. Com sede de sangue, de preferência humano, mas aceitavam de outros animais. Os demônios frequentavam os túmulos, caminhos ( encruzilhadas), lugares ermos,  desertos, especialmente à noite.
    Nem todos eram maus, havia os demônios bons que eram evocados para combater os maus. Demônios benignos são representados como gênios guardiões, em número de 7 (sete), que guardam as porteiras, portas dos templos, cemitérios, encruzilhadas, casas e palácios.
     Os negros africanos em suas danças nas senzalas, nas quais os brancos achavam que eram a forma deles saudarem os santos, incorporavam alguns Exús, com seu brado e jeito maroto e extrovertido, assustavam os brancos que se afastavam ou agrediam os médiuns dizendo que eles estavam possuídos por demônios.
     Com o passar do tempo, os brancos tomaram conhecimento dos sacrifícios que os negros ofereciam a Exú, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma de incorporação era devido a demônios. As cores de Exú, também reafirmaram os medos e fascinação que rondavam as pessoas mais sensíveis.


MAS ENTÃO QUEM É EXÚS? 
  
   Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.
       Exú, termo originário do idioma Yorubá, da Nigéria, na África, divindade afro e que representa o vigor, a energia que gira em espiral. No Brasil, os Senhores conhecidos como Exús, por atuarem no mistério cuja energia prevalente é Exú, e tanto assim, em todo o resto do mundo são os verdadeiros Guardiões das pilastras da criação. Preservando e atuando dentro do mistério Exú.
      Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas Trevas, combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.
     Em seus trabalhos Exú corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.
     Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é Santo Antônio, em cuja data comemorativa tem também sua comemoração. Sua bebida ritual é a cachaça, mas não é permitido o uso de cachaça para ser ingerida dentro do terreiro durante as sessões, para este fim, cada um tem a sua preferência.
     Sua roupa, quando lhe é permitido usá-la tem as cores preta e vermelha, podendo também ser preta e branca, ou conter outras cores, dependendo da irradiação a qual correspondem. Completa a vestimenta o uso de cartolas (ou chapéus diversos), capas, véus, e até mesmo bengalas e punhais em alguns casos.
     A roupagem fluídica dos Exús varia de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a  função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. Suas irradiações magnéticas causam sensações mórbidas e de pavor.
    É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer como "guardas". Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina: com ternos, chapéus, etc.
     Eles têm grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, etc.
     Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade no mundo, assim é Exú.

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE OS EXÚS:

* Tem palavra e a honram;
* Buscam evoluir;
* Por sua função cármica de Guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos;
* Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução;
* Estas Entidades mostram-se sempre justas, dificilmente demonstrando emotividade, dando-nos a impressão de serem mais "Duras" que as demais Entidades;
* São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos Terra a Terra;
* Sempre estão nos lugares mais perigosos para a Alma Humana;
* Quando não estão em missão ou em trabalhos, demonstram o imenso Amor e Compaixão que sentem pelos encarnados e desencarnados;

     "Pela Misericórdia de DEUS, que me permitiu a convivência com essas Entidades desde a adolescência, através dos mais diferentes filhos de fé, de diferentes terreiros, aprendi a reconhecê-los e dar-lhes o justo valor. Durante todos estes anos, dos EXÚS e POMBO-GIRAS  recebi apenas o Bem, o Amor, a Alegria, a Proteção, o desbloqueio emocional, além de muitas e muitas verdadeiras aulas de aprendizado variado.
Esclareceram-me, afastando-me gradualmente da ILUSÃO DO PODER. Nunca me pediram nada em  troca.  Apenas exigiram meu próprio esforço. Mostraram-me os perigos e ensinaram-me a reconhecer a falsidade, a ignorância e as fraquezas humanas. Torno a repetir, jamais pediram algo para si próprios.   Só recebi e só vi neles o Bem."


EXÚS E KIUMBAS - O COMBATE

       Ao contrário do que se pensa, os exús não são os diabos e espíritos malignos ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidos ou obsessores  que um grande número de espíritas crêem.
      Os "diabos" ou demônios são seres mitológicos, já "desvendados" pela doutrina espírita, portanto, não existem.
     Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante a Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.
      Aguardam, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente).
      São conhecidos, pelos umbandistas, como kiumbas. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas.
      Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vingança, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem nisso, já que se sentem mais fortalecidos.
      O baixo astral, mesmo sendo um imenso caos, tem diversas organizações, fortemente esquematizadas e hierarquizadas. Planos bem elaborados, mentes prodigiosas, táticas de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados e treinados, compõe o quadro destas organizações.
      Muitas delas agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina, onde confundem a Lei da Ação e Reação com o "olho por olho, dente por dente".Vingam-se pensando que fazem a coisa certa.      Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto a vingança não se consumar, não haverá trégua para os seus "inimigos". Acham que não plantam o mal, nem que a reação se voltará mais cedo ou mais tarde.
      Cada mal praticado por um espírito, o leva a cada vez mais para "baixo". As quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas.
     Alguns espíritos caem tanto que perdem a consciência humana, transformando-se (ou plasmando) os seus corpos astrais (perispíritos) em verdadeiras feras, animais, besta e assim são usados por outro espíritos como tais. Alguns se transformam em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc.
     Outros espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características humanas, transformando os seus perispíritos em ovóides. Esta queda provoca além da perda de energias, a perda da consciência ficando, com isso subjugados por outros espíritos.
     Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo que no nosso orbe o mal prevalece sobre o bem, há também o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é ainda mais organizado que as organizações das trevas.
     Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos "caídos".
     Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos e afinizados aos trabalhos dos centros espíritas. Vemos também, outros trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros.
     Especificamente, na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cada orbe, pela sua evolução).
     Abaixo destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias, Estes espíritos "chefes" usam as três roupagens básicas: Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças.
     Outras entidades tais como: baianos, boiadeiros, marinheiros, etc., são espíritos que compõe as sub-linhas afeitas e subordinadas às sete linhas e aos chefes de legiões.
     Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas roupagens para determinados trabalhos ou missões.
     Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se como pares: positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc.
     A Umbanda, que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não confundir com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).
     A Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradora da Umbanda. A Kimbanda - São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto da Lei. Quando falamos em "oposto" à Lei, não queremos dizer aquilo que está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na Kimbanda que os Exus se manifestam, a Kimbanda, portanto é o "reino" dos Exús.
     Os Exús são os "mensageiros" dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás podem se manifestar nas trevas. Então, para cada chefe de falange, sub-chefe, etc..., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na Kimbanda.
     Os exús são considerados como "policiais" que agem pela Lei, no submundo do "crime" organizado. As "equipes" de Exús sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela. Passam a maior parte do tempo nela, mas, não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exús, são confundidos com os kiumbas. Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que eles são de lá.

MÉTODO E ATUAÇÃO DOS EXÚS.

     A maneira dos Exús atuarem, às vezes nos choca, pois achamos que eles devem ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal? Os exús usam as ferramentas que sabem usar: a força, o medo, as magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem "amor", mas eles sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue à trevas.
     Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que querem "cair" nas trevas. Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer.
     Os exus, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, como se fosse a picada de uma cobra venenosa Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar:
     Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de choque.  Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e torna-se fanática, ou seja, ela esgota  o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio: a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim, parece, mas é extremamente necessário.
     Outro exemplo é o vicio as drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar este vicio: ou a prisão, a morte, uma doença, etc.
     A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espírito do mau caminho. E são os exús que aplicam o antídoto para os diversos venenos.
     Os Exus estão ligados de maneira intensiva com os assuntos terra-a-terra (dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, Eles atendem aos diversos pedidos materiais dos encarnados.
     Os Exús tem sob o domínio todas as energias livres, contidas em: sangue, cadáveres, esperma, etc.
     Por isso, seus campos de atuação são: cemitérios, matadouros, prostíbulos, boates, necrotérios, etc. Eles lá estão, porque frenam (bloqueiam) as investidas dos Kiumbas e espíritos endurecidos que se comprazem nos vícios e na matéria.
     Os kiumbas, seres astutos, conseguem se manifestar como um Exu, num terreiro muito preso às magias negras e assuntos que nada trazem elevação espiritual. Ao se manifestarem,  pedem inúmeras oferendas, trabalhos, despachos, em troca destes favores fúteis. Normalmente eles pedem muito sangue, bebidas alcoólicas e fumo.
    Chegam a enganar tanto (ou fascinar) que fazem as mulheres que procuram estes "terreiros", pagarem as suas "contas" fazendo sexo com o médium "deles". Ou seja, eles vampirizam o casal, quando o ato sexual se efetua.
     Mas, e os verdadeiros exús deixam?
     É uma pergunta que comumente fazemos, quando estes disparates ocorrem.
     Os exus permitem isso, para darem lição nestes falsos chefes de terreiros ou médiuns. Como foi dito, os métodos dos exus, para fazer com que a Lei se cumpra, são variados.
     Muitas vezes, também, a obsessão é tão grande e profunda que os exus, não podem separar de uma só vez obsedado e obsessor, pois isso causaria a ambos um prejuízo enorme.
     Outras vezes, os exus, deixam que isso aconteça, para criar "armadilhas" contra os kiumbas, que uma vez instalados nos terreiros, são facilmente capturados e assim, após um interrogatório, podem revelar segredos de suas organizações, que logo em seguida, são desmanteladas. Alguns terreiros, depois disso, são também desmantelados pelas ações dos exus, causando doenças que afastam os médiuns, as pessoas, etc.
     Existem algumas coisas com as quais um guia da direita (caboclo, preto-velho e criança) não lida, mas quando se pede a um Exu, ele vai até essa sujeira, entra a tira a pessoa do apuro.
     Se tiver alguém para te assaltar ou te matar, os Exus te ajudam a se livrar de tais problemas, desviando o bandido do seu caminho, da mesma forma a Pombo-Gira, não rouba homem ou traz mulher para  ninguém, são espíritos que conhecem o coração e os sentimentos dos seres humanos e podem ajudar a resolver problemas conjugais e sentimentais.
     Para finalizar, se você vier pedir a um Exú de Lei (de verdade) para prejudicar alguém, pode estar certo que você será o primeiro a levar a execução da Justiça.
     Mas, se você não estiver em um centro sério, e a entidade travestida ou disfarçada de Exú aceitar o seu pedido... Bom, quando esta vida terminar, e você for para o outro lado... Você será apenas cobrado!

DEVEMOS OFERENDAR AOS EXÚS?

     Os exús, como já foi dito, atuam intensamente no submundo astral. Grandes batalhas são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas investidas
e os exús, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as suas reservas energéticas.
     Depois de vários "dias" trabalhando, eles se recolhem em seus "quartéis" e repõem parte destas energias e aproveitam e estudam, discutem novas táticas, etc.
     Quando fazemos alguma oferenda para os Exús, eles "capturam" as energias dos elementos oferendados, ou a parte etérica e "recarregam as suas baterias".
     Mas, se o exú é um espírito, porque ele precisa de oferendas materiais ?
     Como eles estão ligados ao terra-a-terra e ao sub-mundo astral que é muito denso, os exus precisam retirar dos elementos materiais a energia que gastaram em seus trabalho.
     Quais elementos podemos oferendar ?
     Devemos tomar muito cuidado com o que oferendamos, pois, os elementos mais densos (sangue, carne, cadáveres, ossos), são atratores de espíritos endurecidos, que sentem necessidade de elementos materiais. Portanto, é melhor manipular elementos sutis nas oferendas (frutas, incensos, ervas, etc.)
     Posso então oferecer um animal sacrificado para um exú?
     Pensemos bem, um animal inocente, tem que pagar, com a vida para que possamos reabilitar a nossa ligação com um exú?
     Creio que não devemos destruir uma vida por isso. Para harmonizar algo devemos desarmonizar outro?  Não há muita lógica nisso.
     O sangue, por ter um alto teor energético, com certeza restauraria rapidamente as "baterias" de um exu.
     Mas, além deste aspecto pouco prático que é o sacrifício de um pobre animal, devemos considerar mais duas coisas:

1. Os inimigos da Umbanda, sempre se apegam a este tipo de oferenda para dizer que é uma religião demoníaca. Quando uma pessoa passa em frente a um despacho numa encuzilhada, aquela cena causa-lhe desagradáveis sensações e os seus pensamentos negativos vão se juntar à egrégora negativa já criada com um despacho.
2. Oferendas com sangue ou carne, atraem muitos kiumbas, às vezes, impedindo que o próprio exú se aproxime, portanto, estaremos alimentando os vícios destes espíritos.

     Resumindo, é melhor não utilizar e manipular este tipo de elemento em oferendas, ebós, sacudimentos, etc., pois os resultados podem ser negativos e prejudiciais.
     Além disso, a verdadeira oferenda tem a principal função de reenergizar ou sublimar o próprio médium. Então, o melhor é oferendar elementos não densos, tais como frutas, ervas, velas, incensos, etc.
     Lembremos ainda que a UMBANDA não aceita o sacrifício de animais.


AS POMBO-GIRAS

     O termo Pombo-Gira é corruptela do termo "Bombogira" que significa em Nagô, Exú.
     A origem do termo Pombo-Gira, também é encontrada na história.
     No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como estes contribuíram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada em sua maioria por mulheres, daí a associação.
     Se Exú já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pombo-Gira? Dizem que Pombo-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pombo-Gira é mulher de Sete Exú .As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.
     Pombo-Gira é um Exu Feminino, na verdade, dos Sete Exús Chefes de Legião, apenas um Exú é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a Pombo-gira é mulher de Sete Exús e, por isso, prostituta.
     É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombo-giras tenham sido todas prostitutas e que assim agem.
     A função das pombo-giras, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.
     A sensualidade desenfreada é um dos "sete pecados capitais" que destroem o homem: a volúpia. Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombo-giras não atuassem neste campo emocional.
       As pombo-giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer exú, executoras da Lei e do Karma.
     Cabe a elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espírito é extremamente viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele "overdoses" de sexo, para esgotá-lo de uma vez por todas.
     Elas, ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sensual, não significa que elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para "descarregar" o ambiente deste tipo de energia negativa.
     São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções.
     Devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado da Lei e não contra ela. Vamos encará-los de maneira racional e não como bichos-papões.
     Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles.

Agora, eu te pergunto:  o que você sente ao ser incorporado pelo teu Exú?

       Pense e depois me diga, se o que você sente não é uma poderosa força neutra que te retesa o corpo e as mãos.  Você não sente ódio, rancor, maldade, perversidade, desejo de vingança, enfim, nada da caracterização de um ser monstruoso que alguns pensam ser nossos irmãos Exus.  Não se esqueça que Exú muitas vezes é chamado de "Compadre", ou seja, aquele em quem você confia tanto, a ponto de dar seu filho para batizar.
     Observe que, comportamentos negativos como a agressividade e sensualidade exageradas demonstradas em determinadas incorporações podem ser derivadas do próprio médium. Se forem, o médium deve buscar conhecer e resolver o próprio problema.

EXÚS SÃO DEMÔNIOS?

     Pelo contrário... Os Exús, são os Senhores Agentes da Justiça Kármica, são quem guardam a cada um de nós e ao terreiro como um todo (Quem você acha quem são os vigilantes tão mencionados nos livros de Chico Xavier/ André Luiz?).
     Estão acima dos princípios do bem e do mal. Tem-se que entender que "demônio" vem do grego "demo". Termo utilizado por Sócrates para definir "espírito" e "alma". Por sua vez, em função dos valores "do bem e do mal", pelo fato de vivermos no mundo da forma, precisou-se estereotipar este "mal". Na realidade, "os demônios" estão dentro de cada um.
     Com relação aos espetáculos, que certas religiões mostram na televisão, com incorporação de "Exus" que dizem querer destruir a vida dos encarnados; podem até ocorrer manifestações mediúnicas, mas com certeza não são os Verdadeiros Exus da Umbanda que conhecemos. E sim os obsessores, vampirizadores e Kiumbas que usando o nome dos Exus, que os combatem, tentam marginalizá-los e difamá-los junto ao povo, que em geral não tem acesso a uma informação completa sobre a natureza dos nossos irmãos Exús.
     Outro fato muitíssimo importante, que ocorre em centros não sérios, é a manifestação de uma kiumba passando-se por uma Pombo-gira. Deve-se tomar muito cuidado, pois certamente ela estará apenas vampirizando as emanações sensuais do médium, podendo prejudicá-lo seriamente.
     Vale lembrar que às vezes, um consulente pode ficar fascinado ou encantado com uma Pombo-gira. O que fazer então?
     "Orai e vigiai" é o lema de todo médium. Devemos estar atentos não com os vícios alheios, mas com os nossos. Devemos direcionar as energias desequilibrantes e  transformá-las em energias salutares,  em ações benéficas.
     Resumindo, EXÚ NÃO É O DIABO!!!

Basicamente existem três correntes de pensamento, que tentam explicar o nascedouro do vocábulo "Exú".

1. A primeira corrente afirma que a palavra Exú seria uma corruptela ou distorção dos nomes Esseiá/Essuiá, significando lado oposto ou outro lado da margem, nomenclatura dada a espíritos desgarrados que foram arrebanhados para a Lemúria, continente que teria existido no planeta Terra.
2. A Segunda corrente assevera que o nome Exú seria uma variante do termo Yrshu, nome do filho mais moço do imperador Ugra, na Índia antiga. Yrshu, aspirando ao poder, rebelou-se contra os ensinamentos e preceitos preconizados pelos Magos Brancos do império. Foi totalmente dominado e banido com seus seguidores do território indiano. Daí adveio a relação Yrshu / Exú, como sinônimo de povo banido, expatriado. Saliente-se que entre os hebreus encontramos o termo Exud, originário do sânscrito,
significando também povo banido.
3. A terceira corrente afirma que o nome Exú é de origem africana e quer dizer Esfera.

     Ainda hoje, apesar dos esforços direcionados a um maior estudo no meio umbandista, os Exús são tidos, pelos que não conhecem suas origens e atribuições, como a personificação individualizada do mal, o diabo incorporado. Tal imagem é fruto de más interpretações dadas por pessoas que, não tendo a devida cautela em avaliar fatos e objetos de culto, passaram a conferir aos Exús o título de mensageiros das trevas.
     Esta imagem pejorativa de Exú-Orixá foi erroneamente absorvida e difundida por alguns umbandistas, sobretudo aqueles que tiveram passagem por cultos africanistas, o que fez com que uma gama de espíritos de certa evolução que vieram à Umbanda desempenhar funções mais terra-a-terra, fossem equiparados a falangeiros do mal, sendo até hoje os Exus simbolizados por figuras grotescas,  com chifres, rabos, pés de bode, tridentes, sendo tal imagem do mal pertinente a outros segmentos religiosos.
       Em realidade os Exus constituem-se em uma notável falange de abnegados espíritos combatentes de nossa Umbanda. São hierarquicamente organizados e realizam tarefas atinentes à sua faixa vibratória. São os elementos de execução e auxiliares dos Orixás, Guias e Protetores, tendo, entre outras tarefas, a de serem as sentinelas das casas de Umbanda, de policiarem o baixo astral e anularem trabalhos de baixa magia. Ao contrário do que pensam alguns, têm noção exata de Bem e Mal. São justos, ajudando a cada um segundo ordens superiores e merecimento daquele que pede auxílio.
     São os Exús que freiam as ações malévolas dos obsessores que atormentam os humanos no dia-a-dia. São os vigilantes ostensivos, a tropa de choque que está alerta contra os Kiumbas,  prendendo-os  e encaminhando-os à Colônias de Regeneração ou Prisões Astrais.
     Em algumas ocasiões baixam em templos de Umbanda, ou mesmo em templos de outras religiões, espíritos que tumultuam o ambiente, promovendo espetáculos circenses, galhofas, e se comportando de maneira deselegante para com os presentes, xingando-os e proferindo palavras de baixo calão. Comportamento como estes não devem ser imputados aos Exus, e sim aos Kiumbas, espíritos moralmente atrofiados e que ainda não compreenderam a imutável Lei de Evolução, apegados que estão aos vícios, desejos e sentimentos humanos.
    Os Kiumbas, para penetrarem nos terreiros, fingem ser Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças etc., cabendo ao Guia-chefe da Casa estar sempre vigilante ante a determinadas condutas, como palavrões, exibições bizarras, ameaças etc.
     Um outro aspecto importante que merece ser suscitado diz respeito a alguns "médiuns" infiltrados no movimento umbandista. Despidos das qualidades nobres que o ser humano necessita buscar para seu progresso espiritual, contaminam e desarmonizam os locais de trabalhos espirituais. Tentam impressionar os menos esclarecidos com gracejos, malabarismos, convites imorais, encharcados de aguardente.
     "Desincorporados", atribuem aos Exús e Pombo-giras tais comportamentos.
     Fatos como estes são afetos a pessoas sem escrúpulos, moral ou ética, pessoas perniciosas que aproveitam a imagem distorcida de Exu para exteriorizarem o seu verdadeiro "eu". Estes "médiuns", não raras vezes, acabando caindo no ridículo, ficam desacreditados, dando margem, segundo a Lei de Afinidades, a aproximação e posterior tormento por parte dos obsessores.
     Os Exus são espíritos que, como nós, buscam a evolução, a elevação, empenhando-se o mais que podem para aplicarem as diretrizes traçadas pelo Mestre Jesus. É bem verdade que em seu estágio inicial os Exus ainda têm um comportamento às vezes instável, cabendo aos verdadeiros umbandistas o dever de não deixar que se desvirtuem de seu avanço espiritual.
     Alguns maus-Umbandistas, que se não agem por má-fé, o fazem por falta de vontade de estudar a respeito, difundem esta visão negativa de Exú, fazendo com que os iniciantes no culto fiquem  temerosos quando um Exu se manifesta.
     Estes elementos prestam um desserviço à religião, promovendo o terror, a obscuridade, o conflito, a confusão. Diminuem os Exús à condição de espíritos interesseiros, astutos e cruéis, que são maus para uns e bons para outros, dependendo dos agrados ou presentes que recebam; de moral duvidosa, fumando os melhores charutos e bebendo os melhores uísques.
     A que ponto pode chegar a ignorância humana em visualizar estes seres espirituais como meros negociantes ilícitos, fazendo dos terreiros balcão de negócios, em total dissonância com o bom senso e a Lei Suprema.
     "Lamentável!!! Profundamente lamentável!!!"
      Esta é uma das expressões que mais passam pela mente dos verdadeiros e estudiosos umbandistas ao percorrerem alguns terreiros e verificar quão distorcido é o conceito sobre a figura dos Exús. Espíritos mal compreendidos, mas que, apesar disto, continuam a contribuir eficazmente para os trabalhos de Umbanda, como humildes trabalhadores espirituais, que não medem esforços para minorar o sofrimento humano.

CARACTERÍSTICAS:

Cor:
Preto e Vermelho.

Fio de Contas:
Preto e Vermelho.

Ervas:

Pimenta, capim tiririca, urtiga. Arruda, salsa, hortelã.

Símbolo:
Bastão - agô, Tridente.

Pontos da Natureza:
Encruzilhadas e passagens.

Flores:
Cravos Vermelhos.

Pedras:
Granada, Rubi, Turmalina Negra, Onix.

Metal:
Ferro.

Saúde:
Dores de cabeça relacionadas a problemas de fígado.

Planeta:
Mercúrio.

Dia da Semana:
Segunda-feira.

Elemento:
Fogo.

Chakra:
Básico, Sacro.

Saudação:
Laroiê Exú, Exú ê, Exú Amojibá.

Bebida:
Cachaça.

Animais:
Gato, Galinha Preta.

Comidas:
Padê.

Data Comemorativa:
13 de Junho.

Sincretismo:
Santo Antônio.

Incompatibilidades.
Leite, Comidas Brancas e Sal.

ATRIBUIÇÕES:

     Vigia as passagens, abre e fecha os caminhos.Por isso ajuda a resolver problemas da vida fora de casa e a encontrar caminhos para progredir, além de proteger contra perigos e inimigos.

    Saravá Exú, Saravá as Pombos Giras.

    Não poderia deixar de homenagear meus compadres trabalhadores que a cada dia de nossa Gira, fecha nossa tronqueira nos dando assim a segurança para cada trabalho.

Salve Senhor Tranca Ruas, Senhor João Caveira, Senhor Mulambo, Senhor 7 Catacumbas, Senhor 7 Tronqueiras, Senhor 7 Covas.

Também as Pombo Giras Maria Padilha, Maria Mulambo e Pombo Gira Cigana.

    Agradeço também Senhor Zé Pilintra, Senhor Malandro Navalha e todos os Malandros e Malandras que chegam em nossas Giras, pois mesmo sendo da linha dos Baianos sempre nos dão a honra de sua presença junto aos Exús.

Laroiê Exú, Exú ê, Exú Amojibá.

Emôcibáu as Pombo Giras, Pombo Gira Amojibá.

Saravá Os Malandros e Malandras, Saravá Seu Zé Pilintra.

Carlos de Ogum.



  

domingo, 19 de outubro de 2014

NO DIA 07 DE NOVEMBRO A TENDA ESPÍRITA 7 LUAS PRESTARÁ SUAS HOMENAGENS AO ORIXÁ OBALUAÊ



ORIXÁ - OBALUAÊ - O ORIXÁ DA CURA

04/08/2014 13:27
Obaluaê, também conhecido como Omulú, Xapanã e associado com Kavungo, divindade da nação Bantu, e com Sakpata, divindade da Nação Jeje, é o Orixá da Cura, das doenças, das pestes.

É sincretizado com São Lázaro, o santo que voltou dos mortos e com São Roque, o santo que fora contaminado com uma peste, se curou e é invocado na cura de epidemias e doenças contagiosas.

Certamente por essas histórias, São Roque e São Lázaro passaram a ser sincretizados com Obaluaê, Orixá que possui os mesmos atributos, ou seja, senhor dos mortos e curador das pestes.

Não é demais lembrar que apesar da semelhança entre eles, não podemos confundi-los. São Lázaro e São Roque são santos confirmados pela Igreja Católica, tiveram suas passagens pela Terra. 

Já Obaluaê é um Orixá que teve seu culto iniciado na África, chegando ao Brasil e demais países da América Latina por intermédio dos negros escravos. Sendo posteriormente adotado como Orixá na Umbanda.

Uma dúvida muito comum entre os irmãos Umbandistas é se Obaluaê e Omulú são os mesmo Orixás ou são Orixás distintos.  A resposta é afirmativa ao primeiro entendimento. Falar em Obaluaê ou Omulú é falar no mesmo Orixá.

A diferença é que o nome Obaluaê está ligado a manifestação jovem desse Orixá, guerreiro, caçador e lutador. Já Omulú representa sua a manifestação velha, de sábio, feiticeiro e guardião.

Obaluaê tem seu corpo coberto por palha da costa, em razão de possuir feridas na pele. Também, o fato de Obaluaê possuir seu corpo coberto por palha da costa, representa o mistério, especificamente, o mistério da morte que para nós encarnados ainda não está revelado.

A palavra Obaluaê vem do Yorubá Obàlúwàiyé  que quer dizer "Rei Senhor da Terra" e Omulu significa "Filho do Senhor". Todavia, como dito acima, Obaluaê e Omulú representam um só Orixá.

Obaluaê é tido como senhor da cura, médico dos pobres. É invocado todas as vezes que alguém está doente. Obaluaê é o senhor dos cemitérios, dos mortos. Por essa razão, sempre que se adentra em um cemitério se saúda Obaluaê, assim como se saúda Iansã. Obaluaê é o Orixá responsável pelo encaminhamento dos espíritos recém desencarnados. 

Muitos irmãos partem desse plano sem estarem preparados. Ainda apegados com a vida e os bens da terra, acabam por não seguir o seu caminho e passam a habitar a casa de sua família terrena. Sabidamente, tal fato acarreta grandes prejuízos não só para o espírito que ali está, como também para a familia que sofre a obsessão. Nessas horas, Obaluaê é invocado para levar esse espírito ao seu reino, encaminhando-o para a nova vida no mundo espiritual.

Obaluaê também é invocado para afastar e levar embora os espíritos maus, pertubadores e kiumbas.

Sua saudação é "Atotô Obaluaê!"

Seu dia da Semana é a Segunda - Feira.
Seu dia do ano é 02 de novembro (juntamente com o dia de finados) - 17 de dezembro (em razão do sincretismo com São Lázaro) e 16 de Agosto (em razão do sincretismo com São Roque).

Suas cores são o Preto e Branco. (No candomblé além dessas cores, usa-se também o vermelho).

Seu símbolo é o Xaxará. (Espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais.).

Suas oferendas levam pipoca (que representa a transformação entre a vida e morte) estourada no azeite de dendê e sem sal; velas brancas e pretas; flores brancas e água. São entregues, preferencialmente, no cruzeiro do cemitério.

De Obaluaê originam inúmeras falanges de caboclos, pretos velhos e Exus e Pombagiras. Em relação à esses últimos, exemplificando, a falange dos caveiras (Exu Caveira, João Caveira, Tata Caveira, 7 Caveiras, Caveirinha,etc) é submissa à esse Orixá, bem como todos os demais vinculados às almas e ao cemitério.

Também manifestam-se falangeiros de Obaluaê, uma manifestação mais densa, entidades que chegam curvadas e que geralmente tem sua cabeça coberta por um pano branco. São  espíritos ligados diretamente à Obaluaê.


Leia mais: http://www.fucesp.com/news/orixa-obalua%C3%AA-o-orixa-da-cura/

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

NO DIA 10/10/2014 A TENDA ESPÍRITA 7 LUAS PRESTARÁ  SUAS HOMENAGENS AO ORIXÁ OXUM

Oxum

Oxum a poderosa Rainha Mãe, a mais perigosa das Deusas Africanas euma das mais temidas. Poderosa Bruxa que encanta e enfeitiça a todos, é a senhora do mel  e da magia, da vaidade e da riqueza, da persuasão e da sedução é responsável por todo o processo de gestação. É a senhora das águas doces, senhora das águas que proporcionam  a vida. Possui estreita ligação com a Iami Oxorongá. Criadora do Candomblé, Oxum se destaca como a Rainha do Candomblé. É uma das Principais Esposas de Xangô, no Brasil Oxum é considerada a Deusa do ouro, mas na África antiga o metal que lhe pertencia era o cobre, pois na época era o metal mais valioso e por esta razão o ouro por ser extremamente valioso lhe é atribuido nos dias de hoje.
Oxum, a primogênita de Iemanjá, mostrou aos Éboras que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade às mulheres, é na realidade motivo de orgulho. A fecundidade e fertilidade feminina lhe pertence.
Oxum é uma das Deusas do Amor, dividindo essa regência com a Deusa Obá. Oxum rege o amor bonito e sincero, o sentimento mágico que perdura para sempre, mas também rege o superficial e interesseiro, enquanto Obá rege o amor descontrolado, a paixão devastadora de onde sempre sai um ferido e outro aniquilado, rege o amor cego e incondicional.
 
 
O orixá da beleza usa toda sua astúcia e charme extraordinário para conquistar os prazeres da vida e realizar proezas diversas. Amante da fortuna, do esplendor e do poder, Oxum não mede esforços para alcançar seus objetivos, ainda que para isso utilise artifícios e cometa atos extremos contra quem está em seu caminho. Poderosa guerreira não entra em uma batalha para perder. É a senhora da visão e é conhecedora dos segredos da advinhação e os segredos do Jogo de Búzios.

Orixá amante ataca as concorrentes, para que não roubem sua cena, pois ela deve ser a única capaz de centralizar as atenções. Na arte da sedução não pode haver e não existe ninguém superior a Oxum. No entanto ela se entrega por completo quando perdidamente apaixonada afinal o romantismo é outra marca sua. Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a musa que dança nos terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é tão amada quanto à divina mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto.

Qualidades de Oxum

Oxum Ominibu - Longe de ser uma qualidade, é um título que ela carrega por reger também as águas frias e profundas.

Oxum Karê - É um título que quer dizer aquela que pode nos fazer felizes ou a que pode cuidar de nós.

Oxum Ipondá - Título que diz, mãe que é o vale de onde convergem as águas da criação

Oxum Abotô - Título que diz, aquela que nos dá cobertura, que nos cobre em todas as nossas necessidades.

Oxum Ijimum - Ijumum é apenas o nome de uma das cidades onde o cultu a Oxum é predominante.

Oxum Oxogbô - Também é o nome de uma das cidades onde o culto de Oxum é predominante.
 
  

 
 
“ODI ONA KU ITA Ò RUN”
(ela fecha o caminho da morte) 
 
 
Aspectos Gerais

Dia: Sábado
 
Data: 8 de Dezembro
Metais: Cobre, latão e ouro
Cor: Amarelo- ouro
Símbolo: Leque com espelho (abebé)
Elemento: Água doce (rios, cachoeiras, nascentes, lagoas etc.)
Região da África: Ijesá, Ijebu e Osogbo
Pedra: Topázio
Folhas: Macaca, baronesa, vitória-régia, oripepê, ojú-oro, oxibatá, oriri, vassourinha-de-igreja
Odu que rege: Osé
 
 
 
A saudação de Oxum, "Ora Ieiê" pode ser traduzida como Graciosa mãe.
 
 
Oxum - Os filhos de Orixá Oxun, são pessoas graciosas, elegantes com paixão por joias e coisas caras. São carinhosos, interesseiros, dengosos, sensíveis, chantagistas e temperamentais, geralmente gostam de crianças. São pessoas de rara beleza. Considerados como símbolo de charme, beleza e sensualidade, sempre arrumam alguém para fazer as coisas por elas. Sob a aparência graciosa e sedutora escondem um forte desejo de ascensão social. Vaidosos ao extremo, pessoas com mão de feitiço, pessoas perigosas, vingativas, podem vir a ser cruéis, dissimulados e superficiais. Pessoas de gênio difícil.
 
Adurá de Oxum

Osun mo pè ó o!
N'ò pè o s'Ikù enì kankan
Bénì n'ò s'árùn enì kankan
Mo pè o nìnì owó
Mo pè o nìnì omó
Mo pè o sì nìnì alàfìa
Mo pè o sì oro
Kì awà mà rijà amì o
Odódùn nì a mì orógbó
Odódùn nì mì obì lorì atè o
Odódùn nì kì wòn mà rì wà o
Bi a sè, éyì jù bayì lò, nì àmódùn
Ósùn só wà, kì o màá sì wàbalà lárìn awà omó ré
Kì ilé mà jó wà
Kì óna mà nà wà o
Pèsè asè fùn wà o
Enì asè amódì arà
Fùn nì alàfìa o
Okó obà, adà obà, kì ó mà sà wà lésè o
Kì awà mà rì ógùn idìlé!

Tradução
 Oxun eu te chamo
 Não te chamo por causa da morte,
 Não te chamo por causa da doença de alguém.
 Eu te chamo para que tenhamos dinheiro.
 Eu te chamo para que tenhamos filhos.
 Eu te chamo para que tenhamos saúde.
 Eu te chamo para que tenhamos uma vida serena.
 Para que não sejamos vitimados pela ira das águas.
 Dizem que anualmente há orobôs na feira.
 Dizem que anualmente há obís novos na feira.
 Que as pessoas nos vejam todo o ano.
 Do mesmo modo que fizemos tua festa, que possamos fazer outra melhor, no próximo ano.
 Oxun, nos proteja, para que não haja problemas entre nós, teus filhos.
 Para que haja paz em nosso lar. 
 Que nossos objetivos não se voltem contra nós. 
 Dá-nos axé!
 À quem estiver doente,
 Dá saúde!
 Que as leis dos homens não sejam infringidas por nós.
Que não haja problemas em nossa família!

Orìkí fún Òsun

Ìba Òsun sekese
Ìba Òsun olodi
Latojoki awede we’mo
Ìba Òsun ibu kole
Yeye kari
Latokoko awede we’mo
Yeye opo
O san rere o
Àse





Orìkí para Òsun
 


Eu elogio a deusa do mistério, espírito que limpa de dentro para fora,
Eu elogio a deusa do rio
Espírito que limpa de dentro para fora
Eu elogio a deusa da sedução
Mãe do espelho
Espírito que limpa de dentro para fora
Mãe da abundância
Nós cantamos seus elogios
Axé



Orìkí fún Òsun
 


Obìnrin bí okùnrin ní Òsun
A jí sèrí bí ègà.
Yèyé olomi tútú.
Opàrà òjò bíri kalee.
Agbà obìnrin tí gbogbo ayé n'pe sìn.
Ó bá Sònpònná jé pétékí.
O bá alágbára ranyanga dìde.




Orìkí para Òsun
 

Òsun é uma mulher com força masculina.
Sua voz é afinada como o canto do ega.
Graciosa mãe, senhora das águas frescas.
Opàrà, que ao dançar rodopia como o vento, sem que possamos vê-la.
Senhora plena de sabedoria, que todos veneramos juntos.
Que como pétékí com Xapanã.
Que enfrenta pessoas poderosas e com sabedoria as acalma.

ISURE ÒRÌSÀ ÒSUN


IBA ÒSUN

ORE YEYE O

ÒSUN IWO WE OMO YE,

OMI, ARIN-MA-SUN,

YEYE WEMO YE GBOMO FUN MI JO,

AYILA, GBA MI O, ENI

A NI NII GBA NI,

MO PE O SOWO, MO PE O SOMO,

MO PE O SI AIKU, EMI, FE IYE, ATI ORO,

ENITI NWA OMO KO FUN LOMO,

OMO DARADARA NI KI O FUN WON,

ÒSUN, TO MI SI ONA ORO ATI ALAFIA,

ÀSE TI ELEDUNMARE

ELEDUNMARE ÀSE


Òsun eu te saúdo


Òsun, você é cheio de idéias,

Pessoa que nada consegue destruir,

Pessoa que faz as coisas sem que seja questionada,

Você que não cansa de usar bronze ornamentais,

Mulher forte que nunca seja atacada,

Pessoa que sentou em cima da cesta na profundeza do rio,

Ore yeye (mãe graciosa)

Ore yeye imole (mão graciosa òrìsà),

Você que acalma as crianças com o seu bronze ornamental,

Você que tem trono calmo,

Mãe graciosa, a rainha do rio,

Mãe graciosa,

Òsun me proteja e meu filho com o banho,

Você que dá vidas às crianças, me dê filhos para mim cuidar,

Ayila (Òsun) me proteja, eu espero salvação de você,

Eu te chamo para Ter dinheiro e filho,

Eu te chamo para não morrer, mas para Ter a vida e prosperidade.

Dá filhos para quem precisa Ter,

Dá eles filhos saudáveis,

Òsun, me caminhe para o caminho da prosperidade e a paz.

Axé do Senhor Supremo.

Benção do Senhor Supremo

Ofó de Oxum

Oxum o ieiê ni imó
Amo awô ma rô
Ieiê onikí Obaladô

Tradução

Oxum a graciosa, repleta de sabedoria
Aquela que não revela seus segredos
Graciosa mãe
A graciosa senhora do culto, rainha do rio.
   

Opará

Opará, também chamada de Apará, assim como todas as Iyagbás, também é uma divindade das águas, é confundida como uma qualidade de Oxum devido a similaridade dos cultos, mas na realidade se trata de uma divindade a parte. Opará nasce da união de Xangô com Obá, é uma divindade muito perigosa.
A maternidade que é umas das marcas de Oxum não existe em Opará.
Era Oxum quem se encarregava de cuidar da prole do Deus das Tempestades, enquanto  ele guerreava. o caso de Opará ocorreu o mesmo, ela foi criada por Oxum, já que Obá, assim como Oyá Iansã, acompanhava Xangô em suas contendas. Opará herda o temperamento e a agressividade natural de Obá e a malícia e a vaidade de Oxum. Tornando-se assim a mais quente e agressiva de todas as Iyagbás superando até  mesmo a própria mãe, Opará é a divindade feminina equivalente a Exú. É uma Deusa da Guerra, indomável, uma poderosa amazona que une força e vaidade, rege os ventos da noite, a umidade do ar e as águas puras que se intercalam entre abundância e escassez absoluta, seu fundamento maior é quando o Raio(Xangô) toca as Águas(Obá). Opará é impiedosa, arrogante e de carácter punitivo, mas apesar das desavenças entre Oxum e Obá, é muito próxima de Obá bem como de Oxum, de quem recebeu o Espelho de Ikú( uma espécie de espelho encantado que traz a morte para que o olhar). Asim como os pais Opará possui forte ligação com a morte  e, assim como Oxum, possui ligação com as Eleyés.

Obá e Opará - Mãe e Filha

Opará - Xangô e Obá




A união de Xangô e Obá
Transcorre um culto nos arredores da cidade, é eleko. Uma sociedade restrita, onde apenas mulheres realizam o culto. Que possue como matriarca a temida Obá, a fundadora desta sociedade que cultua a ancestralidade feminina individual.
Nem um homem poderia sequer assistir o ritual do segredo, sendo punido por Obá com sua própria vida.
Certo dia, em uma das noites de culto, Xangô caminhava alegremente e dançava ao som do batá. Quando percebe, ao longe um aglomerado de mulheres, realizando uma cerimônia sob as ordens da enérgica Obá.
Xangô era muito curioso e não se conteve aproximando-se da cena, ficando a espreita.
Xangô encantou-se com a rara beleza de Obá, que apesar de não ser tão jovem era a mais bela mulher que ele já vira. No momento de distração, Xangô foi percebido e cercado pelas mulheres, foi levado a presença da grande deusa, que lhe falou o preço que haveria de pagar por sua audácia em violar o culto sagrado de Elekó. Mas a própria Obá que encantou-se com a inigualável beleza de Xangõ apaixonando-se de imediato, relutou em aplicar a sentença de morte e usou de sua supremacia no culto para ditar nova regras, dando nova chance a Xangô:
"Todo homem, que violar o culto, se for do agrado, da senhora do culto, deverá unir-se a ela como marido ou aceitar a pena de morte"
Xangô não pensou duas vezes, seria poupado da sentença e ainda sim possuiria a grande deusa por quem havia se apaixonado. A cerimônia de união de Xangô e Obá foi realizada dentro dos limites de Elekó. Foi o inicio de uma grande paixão, nunca se viu tanto amor.
A deusa guerreira e justiceira que pune os homens que maltratam as mulheres, descobriu um sentimento novo por um homem além do ódio. Descobriu todo o amor que um homem pode dar. A grande rainha de Elekó, a rainha de Xangô aprendeu a amar e ser amada.
Nasce, dessa grande paixão, uma criança, uma menina, nasce Opará, nasce a mais bela, justiceira e feroz guerreira. Herdou o melhor do pai e da mãe e prosseguiu com o culto.
  

  

Logun Edé

Ao contrário do muitos pensam, Logun edé não possui característicasmasculina e feminina nem é homossexual ou bissexual. Na verdade possui uma grande relação com Oxum, sua mãe, e com Erinlé, seu pai, trazendo com sigo  as características desses dois Orixás e algumas características marcantes, mas nada que o transforme em um hermafrodita que durante seis meses é Aboró e seis meses Iyagbá como algumas pessoas dizem e usam esse artifício para o homossexualismo.
Existem templos para Logun Edé em Ilexá, seu lugar de origem, onde em alguns itans é citado como um corajoso e poderoso caçador, que tamanha coragem é relacionada ao leopardo. De culto diferenciado e totalmente ligado ao culto de Oxum, é um Orixá de extremo bom gosto. Seus objetos devem permanecer junto aos de Oxum e sempre que for agradado ela também deve ser agradada. Tem predileção pelo dourado, é um Orixá vaidoso e é considerado o mais elegante de todos os Orixás.
Cultuado em território Ilexá, mais especificamente na região de Ijexá, Iwô, Oxogbô e em Edé na Nigéria, Edé é a cidade da qual ele herda o nome. Logun é considerado o Príncipe de todos os Orixás, o mais feroz de todos os guerreiros, o mais audaz de todos os caçadores e o mais belo dos belos.
Conhecido em Cuba como Laro ou Larooyê, seu culto em Cuba se perdeu mas no Brasil seu culto é amplamente difundido.
Qualquer oferenda realizada a Logun deve conter instrumentos que façam referência a beleza e a sorte. Logun é filho de Oxun e de Erinlé, de Erinlé herdou o caráter selvagem, a arte da caça, o poder sobre a medicina, a paciência do pescador e a astúcia do caçador, assim como de sua Mãe Oxun, Logun, herdou a beleza, o poder de sedução, o encanto, a doçura, o poder da feitiçaria e a riqueza.
Logun Edé tem estas características, é um Orixá guerreiro, mas a sua característica guerreira é própria, mas não o de guerra no sentido físico da palavra e sim a da luta pela conservação da criação.

Conta um antigo itan que todos os Òrìsà estavam reunidos em uma aldeia, e de repente passa a chover muito e a terra começa a afundar causando grande pânico. Todos tentam fazê-la subir novamente mas , ninguém consegue, por último aquele jovem caçador é chamado e usando um poder que herdou da mãe Òsun, logun-odé entoa o Oriki:
"AWO NBE O, AWO NBE O....ARA NBE O, ARA NBE O"
Eis o iniciado, o forte, eis o misterioso, aqui se fez o milagre
 
 


Tocando o chão com sua flecha, e a terra começa a subir novamente até voltar a sua posição normal, a partir de então, ele passou a ser reconhecido como um grande guerreiro osiwaju Líder entre os Orixás.  
Em Cuba, sempre era citado mas sem mencionar seu verdadeiro nome: O filho perdido de Oxun, muitos afirmam que ele é a contrapartida masculina de Oxun, dizem que Logun e Oxun são personificações da mesma divindade, a masculina e a feminina. Essa comparação é muito comum em Cuba, não só com Oxun e Logum mas com todos os demais Orixás como Olokun e Yemanjá, Obatalá e Oduduá, Obaluaiê e Nanã, Oxóssi e Otin, Oxumarê e Euá, Xangê e Obá, Ogun e Iansã, Exú e Opará, Ossãe e Ajaa, Erinlé e Abatã, Iroko e Apaoka, Oko e Onilé etc.
Este Orixá é chamado em alguns orikis como Omo Aladê ( Príncipe coroado) e Oba l'oguê ( o que se veste bem) dentre seus títulos é chamado de Loci loci, Ibain, Aro aro, estes títulos são mencionados em suas cantigas como complementos de seu nome.
Logun-Edé, chamado geralmente apenas de Logun, é o ponto de encontro entre os rios e as florestas, as barrancas, beiras de rios, e também o vapor fino sobre as lagoas, que se espalha nos dias quentes pelas florestas. Logun representa o encontro de natureza distintas sem que ambas percam suas características. É filho de Oxossi com Oxum, dos quais herdou as características. Assim, tornou-se o amado, doce e respeitado príncipe das matas e dos rios, e tudo que alimenta os homens, como as plantas, peixes e outros animais, sendo considerado então o dono da riqueza e da beleza masculina. Tem a astúcia dos caçadores e a paciência dos pescadores como principais virtudes.
Seu emblema ou ossun são cinco flechas em um mesmo arco que apontam para cima e oito folhas de variadas, suas cores são o azul turquesa de Erinlé e o amarelo ouro de Oxun.
Logun Edé é considerado um Orixá infantil e por sua vez controla o elo central em qualquer união ou fórmula neutra ou resultante é o equilíbrio da natureza, a energia do pêndulo, o equilíbrio do peso e  da força, ação e reação, a oscilação de energia entre as duas polaridades através do controle, a dimensão entre a vida e a morte, entre Orun e Aiê o fator híbrido, é o dono da harmonia, equilíbrio dinâmico, é o Orixá de tudo o que é perfeito e bonito. Logun somente come após Oxun.
Diz o mito que Logun tinha tudo, menos o amor das mulheres, pois mesmo Iansã, quando roubada de Ogum por Xangô, abandona Logun com seu tio, criando assim um profundo antagonismo entre Xangô e Logun, já que por duas vezes Xangô lhe tira a mãe.

Em outro episódio Logun vai brincar nas águas revoltas (a deusa Obá, também esposa de Xangô) e esta tenta mata-lo como vingança contra Oxum que lhe fizera uma enorme falsidade. Oxum, vendo em seu jogo de búzios o que estava sucedendo com seu filho abandonado, pede a Orunmilá que o salve e este, que sempre atendia às preces da filha de Oxalá, faz uma oferenda a Obá que permite então que os pescadores salvem Logun-Edé, encarregando-o de proteger, a partir daquele dia,os pescadores, as navegações pelos rios e todos os que vivessem à beira das águas doces.
 

Qualidades ou títulos de Logun Edè
Apanã - Pode ser traduzido como Aquele que mata no caminho.
Lokô - Pode ser traduzido como Senhor da colheita.
Ibain - É de um outro caçador homenageado e cultuado como Logun, esse caçador inclusive é o verdadeiro proprietário dos chifres tão importantes no culto.

Aspectos Gerais

DIA: Quinta-feira
 
DATA: 19 de abril
METAIS: Ouro e bronze
CORES: Azul-turquesa e Amarelo-ouro
COMIDAS: Axoxó e Omolocum
SÍMBOLOS: Balança, ofá, abebè e cavalo-marinho
ELEMENTOS: Terra (floresta) e água (de rios e cachoeiras)
REGIÃO DA ÁFRICA: Ilesá
PEDRAS: Topázio e Turquesa
FOLHAS: Oripepê e todas as folhas de Oxóssi e Oxum
ODU QUE REGE: Obará

Arquétipo - Logun Edé - Os filhos de Logun Edé, são vaidosos e graciosos como Oxum gostam de coisas caras, são preguiçosos, considerados o berço da preguiça, joviais e alegres. Por vezes falantes e comunicativos como Oxum e em outros momentos reservados como Erinlé, gostam de mandar, geralmente trazem a rara beleza de Oxum, espertos, apegados a família gostam do conforto do lar e por mais idade que tenham sempre conservam o jeito moleque de ser, geralmente são mimados e dengosos, gostam de tudo na mão.


 

Orin de Logun Edé
 

O igbó ó Logun ó a odè kì igbó nì ó bì igì
Igbó ewé ofà ré nì igbó Logun odè, Logun odè, Logun odé
Ofà ré nì igbó Logun odè.

Tradução

Oh! floresta, oh! Logun o nosso caçador que está na floresta ele derruba folhas
na floresta com seu arco e flecha, ele está na floresta, o guerreiro caçador seu arco e flecha
estão na floresta, guerreiro caçador.

Oríkì fún Lògún Ede

Ganagana bi ninu elomi ninu
A se okùn soro èsinsin
Tima li ehin yeye re
Okansoso gudugu
Oda di ohùn
O ko ele pé li aiya
Ala aiya rere fi owó kan
Ajoji de órun idi agban
Ajongolo Okunrin
Apari o kilo òkò tímotímo
O ri gbá té sùn li egan
O tó bi won ti ji re re
A ri gbamu ojiji
Okansoso Orunmila a wa kan mà dahun
O je oruko bi Soponna
Soro pe on Soponna e nià hun
Odulugbese gun ogi órun
Odolugbese arin here here
Olori buruku o fi ori já igi odiolodi
O fi igbegbe lù igi Ijebu
O fi igbegbe lú gbegbe meje
Orogun olu gbegbe o fun oya li o
Odelesirin ni ki o wá on sila kerepa
Agbopa sùn kakaka
Oda bi odundun
Jojo bi agbo
Elewa ejela
O gbewo li ogun o da ara nu bi ole
O gbewo li ogun o kan omo aje niku
A li bilibi ilebe
O ti igi soro soro o fibu oju adiju
Koro bi eni ló o gba ehin oko mà se ole
O já ile onile bó ti re lehin
A li oju tiri tiri
O rí saka aje o dì lebe
O je owú baludi
O kó koriko lehin
O kó araman lehin
O se hupa hupa li ode olode lo
Òjo pá gbodogi ró woro woro
O pà oruru si ile odikeji
O kó ara si ile ibi ati nyimusi
Ole yo li ero
O dara de eyin oju
Okunrin sembeluju
Ogbe gururu si obè olori
A mò ona oko ko n ló
A mo ona runsun rdenreden
O duro ti olobi kò rà je
Rere gbe adie ti on ti iye
O bá enia jà o rerin sún
O se adibo o rin ngoro yo
Ogola okun kò ka olugege li òrùn
Olugege jeun si okurú ofun
O já gebe si orún eni li oni
O dahun agan li ohun kankan
O kun nukuwa ninu rere
Ale rese owuro rese / Ere meji be rese
Koro bi eni lo
Arieri ewo ala
Ala opa fari
Oko Ahotomi
Oko Fegbejoloro
Oko Onikunoro
Oko Adapatila
Soso li owuro o ji gini mu òrún
Rederede fe o ja kùnle ki agbo
Oko Ameri èru jeje oko Ameri
Ekùn o bi awo fini
Ogbon iyanu li ara eni iya ti n je
O wi be se be
Sakoto abi ara fini




Oríkì para Lògún Ede


Um orgulhoso fica infeliz que um outro esteja contente
É difícil fazer um corda com as folhas espinhosas da urtiga
Montado de cavalinho sobre as costas de sua mãe
Ele é sozinho, ele é muito bonito
Até a voz dele é agradável
Não se coloca as mãos sobre o seu peito
Ele tem um peito que atrai as mãos das pessoas
O estrangeiro vai dormir sobre o coqueiro
Homem esbelto
O careca presta atenção à pedra atirada certeiramente
Ele acha duzentas esteiras para dormir na floresta
Acordá-lo bem é o suficiente
Nós somente o vemos e o abraçamos como se ele fosse uma sombra
Somente em Orunmila nós tocamos, mas ele não responde
Ele tem um nome como Soponna /
É difícil alguém mau chamar-se Soponna
Devedor que faz pouco caso
Devedor que anda rebolando displiscentemente
Ele é um louco que quebra a cerca com a cabeça
Ele bate com seu papo numa árvore Ijebu
Ele quebrou sete papos com o seu papo
A segunda mulher diz ao papo para usar um pente (para desinchar o papo)
Um louco que diz que o procurem lá fora na encruzilhada
Aquele que tem orquite ( inflamação dos testículos) e dorme profundamente
Ele é fresco como a folha de odundun
Altivo como o carneiro
Pessoa amável anteontem
Ele carrega um talismã que ele espalha sobre o seu corpo como um preguiçoso
Ele carrega um talismã e briga com o filho do feiticeiro dando socos
Ele veste boas roupas
Com um pedaço de madeira muito pontudo ele fere o olho de um outro
Rápido como aquele que passa atrás de um campo sem agir como um ladrão
Ele destroi a casa de um outro e com o material cobre a sua
Ele tem olhos muito aguçados
Ele acha uma pena de coruja e a prende em sua roupa
Ele é ciumento e anda "rebolando" displicentemente
Ele recolhe as ervas atrás
Ele recolhe as ervas atrás
Ele anda "rebolando" desengonçado para ir ao pátio interior de um outro
A chuva bate na folha de cobrir telhados e faz ruído
Ele mata o malfeitor na casa de um outro
Ele recolhe o corpo na casa e empina o nariz
O preguiçoso está satisfeito entre os passantes
Ele é belo até nos olhos
Homem muito belo
Ele coloca um grande pedaço de carne no molho do chefe
Ele conhece o caminho do campo e não vai lá
Ele conhece o caminho runsun redenreden
Ele está ao lado do dono dos obi e não os compra para comer
O gavião pega o frango com as penas
Ele briga com qualquer um e ri estranhamente
Ele tem o hábito de andar como a um bêbado que bebeu
Sessenta contas não podem rodear o pescoço de um papudo
O papudo come no inchaço de sua garganta
Ele quebra o papo do pescoço daquele que o possui
Ele dá rapidamente crianças às mulheres estéreis
Ele guarda seus talismãs numa pequena cabaça
A noite coisa sagrada, de manhã coisa sagrada /
Duas vezes assim coisa sagrada
Rápido como alguém que parte
A proibição do pássaro branco é o pano branco
Ele mexe os braços fantasiosamente
Marido de Ahotomi
Marido de Fegbejoloro
Marido de Onikunoro
Marido de Adapatila
Bem desperto, ele acorda de manhã já com o arco e flecha no pescoço
Como um louco ele se debate para colocar os joelhos no chão, como o carneiro
Marido de Ameri que dá mêdo
Leopardo de pele bonita
Ele expulsa a infelicidade do corpo de alguém que tem infelicidade
Assim ele diz e assim ele faz
Orgulhoso que possui um corpo muito belo
  

Ibeji


São os Orixás protetores dos gêmeos, na mitologia Yorubá. O nomedeles é Taiwo e Kheinde, são filhos de Xangô com Oyá e foram criados por Oxum. Os Yorubás acreditam que era Kheinde quem mandava Taiwo supervisionar o mundo, onde a hipótese de ser aquele o irmão mais velho cada gêmeo é representado por uma imagem, os Yorubás colocam oferendas diante de suas imagens para invocar a benevolência dos Ibeji. Os pais de gêmeos costumam fazer sacrifícios a cada oito dias em honra a Ibeji.O animal tradicionalmente associado a Ibeji é o macaco kolobo polykomos ou kolobo real, que é acompanhado por uma grande lenda mística entre os africanos. Eles possuem coloração preta, com detalhes brancos, pelas manhãs eles ficam acordados em silêncio na copa das árvores, como se estivessem em oração ou contemplação, dai eles serem considerados por vários povos como o mensageiro dos Deuses ou tendo a habilidade de escutar os Deuses.
Ibeji, o único Orixá permanentemente duplo, aproxima-se de Exu pelo seu comportamento arquetípico independente. É formado por duas entidades distintas e sua função básica é indicar a contradição, os opostos que coexistem. Num plano mais terreno, por ser criança. A ele é associado a tudo o que se inicia: a nascente de um rio, o germinar dasplantas, o nascimento de um ser humano.
Mostram um temperamento infantil, brincalhão, sorridentes, irrequietas, de muita energia nervosa.  São muito cativantes e carinhosos, com uma sensibilidade sempre à flor da pele; por isso mesmo, magoam-se com facilidade, exageram as contrariedades e agressões que recebem e se deixam levar por mal-entendidos.

"Ajubá Ibeji orô, Xangô d'Ibeji, Oxum d'Ibeji, Oiá n'Ibeji, gbogbô ouô fum uá oxá Ibeji, Ibeji orô!"

"Nossos respeitos a Ibeji, Deuses tão importantes quanto Xangô e Oxum, Ibeji filhos de Oiá, Deuses que trazem a riqueza para todos, Deuses Gêmeos!"  

Como a maior parte das crianças, gosta de estar em meio a muita gente. As pessoas freqüentemente temem Ibeji: poderoso como todo o Orixá, a criança-divindade, entretanto, entende os pedidos de maneira simplista, o que pode levar a conseqüências não previstas pelas entidades em geral. Por outro lado, têm a reputação de ser extremamente fiéis às pessoas que conquistam sua confiança.
   

 Ibeji

O preto e o branco
A areia e o mar
O sol e a lua
O inverno e o verão
O outono e a primavera
Terra e fogo
Água e ar
O liquido e o sólido
O visível e o invisível
O concreto e o abstrato
A tristeza e a felicidade
A saúde e a doença
O alto e o baixo
A vida e a morte
O dia e a noite
Razão e emoção
O liso e o estampado
O quente e o frio
O velho e o novo
O céu e o inferno
1 minuto e a eternidade
O prazer e dor
O real e a ilusão
O norte e o sul
O leste e o oeste
O progresso e a o retrocesso
O homem e a mulher
O amor e o ódio

Tão opostos, tão perfeitos
Estão sempre lado a lado
Em perfeita sintonia
Juntos, estão em todas as coisas
E em todos os lugares
Embora não sejam sempre concretos
Podem ser vistos na pratica a cada momento
Representados pelo Ying-Yang...
Opostos, juntos, um no outro
Em perfeita harmonia.
 

Qualquer participação de Ibeji em cerimônias, dá um toque alegre e inconseqüente à ela, sendo freqüente que as comidas ritualísticas a eles oferecidas recebam enfeites como fitas de cetim em cores vivas. A Ibeji se oferece todas as cores vivas e as roupas de seus filhos, em cerimônia, são multicoloridas. São homenageados aos domingos, recebendo como comidas rituais, doces, bolinhos, balas, e refrigerantes.


Ádurà Ibejì

Igbà Órìsà
(Orixá eu te saúdo)
Órìsà Ibéjì
(Orixá Ibeji)
Dakùn dabó, ma jékì a rì Ikù Omodé,
(Não permita que haja a morte de crianças)
Ma jékì a rì Ikù agbà,
(Não permita que haja a morte de adultos)
Enitì ó bì, máà jékì ó sokùn,
(Quem tem para não chorar)
Máà jékì a kù Ikù airotélé,
(Não deixe acontecer a morte imprevista)
Fun mi lowó latì sé nkan gbógbó,
(Me dê dinheiro para minhas necessidades)
Iwó ti só alakisà di alasó, jowó só akisà mi di asó,
(Você que torna o pobre rico, me torne rico)
Iwó to ti essè mejé ji bé silé alakisà, jowó bé silé mi,
(Você que entrou na casa do pobre, peço entre na minha)
Órìsà Ibejì, pelé ó,
(Orixá Ibeji eu te saúdo)
Ejiré àra isokùn,
(Ejirê de Issokun)
Jowó só mi di oloró.
(Peço, me torne próspero).

Orìkí fún Ibeji

B'eji B'eji're
B'eji B'eji'la
B'eji B'ejiwo
Igbá omo ire
Axé


Orìkí para Ibeji


Dar a luz aos gêmeos traz fortuna boa
Dar a luz aos gêmeos traz abundância
Dar a luz aos gêmeos traz dinheiro
Saudar as crianças das coisas boas
Axé