terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

CARTOMANCIA
Sua Sorte Revelada Pelas Cartas do Baralho 


Powered by Astral On Line

Imagine-se misturando um baralho completo com 52 cartas. Em seguida,
com as lâminas voltadas para baixo, escondendo os valores,
escolha e retire uma a uma, ao acaso, 15 cartas
separando-as do maço e depositando
sobre uma superfície plana.

Tão logo conclua seu pensamento, sua sorte terá sido lançada.
Para conhecê-la, preencha este o formulário
e acione o botão azul:

Seu Nome ou Apelido


© Copyright 1998 ~ 2012 - Astral On Line 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Quaresma é tempo de reflexão
Publicado em 03/03/2012, às 16h44 
Última atualização em 03/03/2012, às 16h44



Mesmo quem não é católico sabe que teve início após o Carnaval, o chamado tempo da Quaresma. O período, que se inicia sempre na quarta-feira de cinzas tem a duração de 40 dias, se encerrando sábado, véspera do Domingo da Paixão - ou de Páscoa. É comum que as pessoas pensem na Quaresma como um tempo de penitência, em que os fiéis são obrigados a praticar algum sacrifício, como não comer carne. Mas a verdade é que a religião sugere, convida os católicos à reflexão, praticando ou não a abstinência. Foi o que explicou o bispo Dom Francisco Biasin, da Diocese de Barra do Piraí/Volta Redonda.
- A Quaresma é o tempo em que os fiéis são convidados a ir fundo no sentido da vida. É porque a correria e as distrações do dia a dia nos afastam dele. É um momento oportuno para centrar na vida - afirmou o bispo.
A Igreja Católica acredita que 40 dias são suficientes para esse exercício de reflexão. Para Dom Francisco, assim como para o padre Juarez Sampaio, de Volta Redonda, a expressão quaresma, que faz alusão à quantidade de dias, é significativa, já que remete a diversas passagens bíblicas.
- É uma expressão muito simbólica, pois lembra os 40 dias de dilúvio, o jejum do profeta Elias, o retiro de Moisés e os dias de Jesus no deserto. São cinco semanas que preparam para a maior festa da igreja, que é a celebração do Sírio Pascal - complementou o padre.
Nessa busca pelo verdadeiro sentido da vida, conforme falou o bispo, é que se encontra a necessidade do sacrifício de alguma natureza ou da abstinência de hábitos ou práticas costumeiras. Assim, deixar de ingerir bebidas alcoólicas ou assistir à televisão, por exemplo, são ações que podem contribuir.
- Procuramos, mais do que cortar por castigo, deixar de lado o que pode vir a atrapalhar essa busca pelo sentido da vida. O objetivo é deixar essas coisas por uma razão maior, como ler um livro, fazer o bem, buscar uma formação, se relacionar com a família. É deixar para ter mais e não menos - resumiu Dom Francisco Biasin.
Com atos simples, como os citados, o bispo acredita que seja possível se libertar de vícios do cotidiano que afasta as pessoas da liberdade espiritual.
- Devemos aproveitar o tempo para nos libertar de dependências não só químicas, mas também com relação à preocupação excessiva com a imagem, vanglória, egoísmo. É tempo de cortar as amarras, ficar livre para voar mais alto. Livres de vícios, podemos nos aprofundar mais na palavra de Deus e ter mais tempo para a oração - concluiu.
Quaresma e a Campanha da Fraternidade
Aproveitando o período de reflexão e busca pelo sentido da vida, a Igreja Católica lança hoje, na Ilha São João, a Campanha da Fraternidade 2012. Este ano, ela tem como tema "Fraternidade e Saúde Pública" e como lema, a passagem: "Que a saúde se difunda sobre a Terra". A Campanha da Fraternidade é sempre lançada durante a Quaresma, o que, segundo dom Francisco, tem uma razão.
- O lançamento da campanha nesses dias remete a assumirmos também um compromisso comunitário. Assim, esses exercícios de crescimento interior podem atingir as vidas de todas as pessoas - idealizou o bispo.
De acordo com o padre Juarez, a Igreja Católica prioriza, durante a Quaresma, a prática de ações penitenciais que podem ir além da penitência. Ele explicou que devem ser observados: a oração, a caridade e o jejum.
- O período da Quaresma pode ser encarado como uma conversão que leve à melhora como pessoa. Devem-se buscar práticas penitenciais como a confissão. Tudo visa à preparação espiritual para a vivência da Páscoa que vai chegar - explicou.
Com relação à abstinência da carne vermelha - a penitência mais comum e mais antiga da Quaresma - o padre esclareceu que a Igreja Católica sugere apenas dois dias de abstinência: na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira Santa.
- É um exercício livre, previsto pela Igreja, mas não obrigamos os fiéis a ponto de pagarem um preço absurdo na compra do bacalhau, por exemplo - ressaltou o padre Juarez.
Para o padre, independentemente de qualquer penitência, a Quaresma deve ser entendida como um momento de reflexão dos valores, de compaixão e de vida.
Outras visões sobre a Quaresma
O Brasil é um país que guarda nacionalmente os feriados católicos. Sendo assim, os religiosos de todas as crenças acabam por respeitar datas da Igreja Católica. Assim acontece com a quarta-feira de Cinzas e a Páscoa - feriados católicos que delimitam o período da Quaresma. As igrejas evangélicas, por exemplo, não costumam celebrar os feriados nem os 40 dias entre as datas em questão.
O mesmo acontece entre as religiões de origem africana, como o Candomblé e Umbanda. Segundo a advogada Márcia Meireles, representante no Sul Fluminense da CCIR (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa), a grande diferença entre o catolicismo e religiões africanas é a existência dos chamados dogmas.
- A Quaresma representa, para a Igreja Católica, um período de orações e sacrifícios que antecede o maior dogma de fé do Cristianismo, que é a ressurreição de Jesus Cristo. Nas religiões africanas, isso não existe - adiantou.
Ela explicou que, em alguns templos de Umbanda, os trabalhos seguem normalmente, com rituais de remissão dos atos praticados durante o Carnaval. Em outras casas, no entanto, as atividades espirituais de consultas e atendimento ao público são suspensas. Esses locais costumam manter funcionamento interno, com estudos doutrinários e desenvolvimento mediúnico. Ela contou que, antigamente, para serem aceitos pela comunidade local, os antigos babalorixás e yalorixás (sacerdotes de Candomblé) entravam para irmandades da Igreja Católica e seguiam seus rituais e preceitos.
- Assim, introduziram no Candomblé o ato de se resguardar a Quaresma, ou seja, manter a casa fechada durante os 40 dias desse rito. Hoje em dia, com a maior busca pela africanidade e tentativa de romper com o sincretismo religioso, a prática vem sendo abolida em grande parte dos terreiros - completou Márcia, ressaltando que os sacerdotes candomblecistas reconhecem que não há motivos para cumprir preceitos de uma liturgia católica.
Outro fator que contribuiu para a introdução da prática no Candomblé, ainda de acordo com a advogada, foi a proibição da prática no período da escravidão.
- O sincretismo surge nesse contexto histórico, como um mecanismo de resistência religiosa e cultural. Cada casa de Umbanda e de Candomblé é independente. Há preceitos comuns a todas as casas, mas as particularidades que tornam cada casa única são determinadas pelos Orixás e guias - concluiu.
Doutrina espírita respeita, mas não segue
Entre os kardecistas - espíritas seguidores de Alan Kardec - o período da Quaresma também não é celebrado. De acordo com a comerciante Lúcia Inês Gomes, o Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs. Além disso, não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.
- Páscoa, ou passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito. No Cristianismo, porém, comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida - explicou Lúcia.
De acordo com a kardecista, não existe, para a doutrina espírita, Semana Santa, Sábado de Aleluia ou Domingo de Páscoa. A religião também não celebra o chamado "Senhor Morto". Para ela, não existe razão para que os espíritas kardecistas adotem práticas do tipo.
- Trata-se de feriado e prática católica. É absolutamente incoerente com a doutrina espírita desejar "Feliz Páscoa!", por exemplo. A mesma situação ocorre na chamada Quaresma de nossos irmãos católicos: alguns espíritas ficam preocupados em comer carne ou não. Ora, somos espíritas ou não somos - questionou.
Quanto ao funcionamento dos centros espíritas durante o Carnaval, por exemplo, Lúcia mantém firme seu posicionamento. Para ela, a Doutrina espírita nada tem a ver com o clima do feriado.
- São práticas de outras religiões, que respeitamos muito, mas não adotamos. É absolutamente incoerente com a prática dos centros espíritas, qualquer influência que modifique sua programação ou proposta de vida - reafirmou.
 


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,53704,Quaresma-e-tempo-de-reflexao.html#ixzz2JeWD5iaO

UARESMA NA VISÃO ESPIRITA



Estamos mais uma vez, às vésperas de mais uma Páscoa. Deixando de lado o apelo comercial da data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da Doutrina Espírita.
Deve-se comemorar a Páscoa? Que tipo de celebração, evento ou homenagem é permitida nas instituições espíritas? Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus? Em linhas gerais, as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”. Todavia, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser-Espírito, é, pela Doutrina Espírita, respeitado, de modo que qualquer manifestação pessoal ou, mesmo, coletiva, acerca da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.
O certo é que a figura de Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive, que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos são caras ou importantes nestas datas. Não há, nenhum mal nisso. Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa, faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências ao acontecimento.
A Páscoa, primeiramente, não é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se, por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la, dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.
Historicamente, a Páscoa é a junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos e alimentados pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança cultural, representando à vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação a terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo, agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C., passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia. Logo após a celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes adormeceram, tendo sido o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.
Mas há outros elementos “evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo de páscoa. Os primeiros relacionam-se ao “martírio”, ao sofrimento de Jesus – tão bem retratado neste último filme hollyodiano (A Paixão de Cristo, segundo Mel Gibson) –, e os últimos, à ressurreição e a ascensão de Jesus. No que concerne à ressurreição, podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter “subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra, ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do julgamento, onde o Cristo,separa justos e ímpios.
A lógica e o bom-senso espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos. Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é possível a todos progredirem. Mas, como explicar, então as “aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos na alusão à Páscoa? A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos). Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse as mãos nas chagas do Cristo”.E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos, acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.
A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra. Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita, se é que esta última existe.
Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a data da Páscoa como a grande – e última lição – de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bússolar de nossos passos, doravante.
Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a Vera evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe. Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós, espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.
Nesta Páscoa, assim, quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos exemplos de Jesus, que o imortalizam e que nos guiam para, um dia, também estarmos na condição experimentada por ele, qual seja a de “sermos deuses”, “fazendo brilhar a nossa luz”. Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa. A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena.